Joséphine Baker entrará no Panteão da França em 30 de novembro

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A artista francesa nascida nos Estados Unidos Josephine Baker com seu marido Jo Bouillon no dia de seu casamento em 3 de junho de 1947 no Castelo de Milandes, Castelnaud-la-Chapelle, sudoeste da França
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A artista franco-americana Joséphine Baker (1906-1975), figura eminente da Resistência antinazista francesa e da luta antirracista, entrará no Panteão em 30 de novembro, informaram pessoas próximas do presidente Emmanuel Macron, confirmando informações da imprensa dominical.

Baker, nascida em Missouri, Estados Unidos, e enterrada em Mônaco, será a primeira mulher negra na necrópole secular francesa.

Neste domingo, o jornal Le Parisien informou que o presidente a anunciou a um grupo de personalidades que estava de acordo que Baker fosse transferida ao Panteão.

"Em 21 de julho, o presidente Macron nos recebeu", contou à AFP a empresária Jennifer Guesdon, uma das personalidades que defendem a entrada de Baker no Panteão.

"Quando o presidente nos disse que sim, foi uma grande alegria e ao mesmo tempo era como uma evidência", acrescentou.

Entre os que defenderam a entrada de Baker no Panteão estão também o novelista Pascal Bruckner, o cantor Laurent Voulzy, o ensaista Laurent Kupferman e Brian Bouillon-Baker, um dos filhos da artista, segundo o Le Parisien.

O entorno presidencial confirmou à AFP que a cerimônia ocorreria em 30 de novembro. Esta data coincide com a de seu casamento com Jean Lion, o que lhe permitiu obter a nacionalidade francesa, explicou Guesdon.

Laurent Kupferman lançou há alguns anos uma solicitação a respeito para homenagear a intérprete da famosa canção "J'ai deux amours".

"Este pedido de 'panteonização' foi levantado pela família Baker desde 2013", acrescentou Jennifer Guesdon. Uma petição para "levar Josephine Baker ao Panteão" tem quase 38.000 assinaturas.

“Artista, primeira estrela negra internacional, musa dos cubistas, resistente durante a Segunda Guerra Mundial no exército francês, ativista com Martin Luther King na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e na França (...) acreditamos que Joséphine Baker (1906-1975), tem seu lugar no Panteão”, destaca o texto.

“Descobrimos os compromissos de Josephine Baker, que era conhecida por alguns apenas como uma estrela internacional, uma grande artista”, mas “ela irá ao Panteão porque resistiu”, segundo Guesdon.

"Só tinha uma coisa em mente (...) ajudar a França", disse Baker, que recebeu condecorações como a Legião de Honra, a Cruz de Guerra e a Medalha da Resistência, em entrevistas na época.

Essa estrela das revistas, ícone do cabaré e cantora também foi a artista mais bem paga do music hall parisiense.

Por mais de um século, o Panteão, um edifício no centro de Paris, é a necrópole secular dos "grandes homens - e mulheres -" na França, cuja memória a "pátria" quer homenagear.

Entre os 80 personagens "panteonizados" encontram-se políticos, escritores, cientistas, alguns religiosos e muitos militares. Atualmente, lá repousam apenas os restos mortais de cinco mulheres, incluindo as de Simone Veil, a última a ter sido incluída, em 2018.

Baker será a sexta mulher e primeira afrodescendente.

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