"Jornal Nacional" critica Bolsonaro ao noticiar 100 mil mortes por Covid-19

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William Bonner e Renata Vasconcellos noticiam as 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil. Foto: reprodução/TV Globo
William Bonner e Renata Vasconcellos noticiam as 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil. Foto: reprodução/TV Globo

No dia em que o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortes por Covid-19, o “Jornal Nacional” fez uma dura crítica ao presidente Jair Bolsonaro em seu editorial. Na edição do último sábado (8), os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos lembraram que o direito à saúde é um direito de todos os cidadãos, garantido pelo Constituição, e destacaram como o chefe do Executivo menosprezou a crise.

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Os âncoras também ressaltaram o fato de o país não ter um ministro titular da Saúde há 12 semanas, em plena pandemia. Além disso, os dois médicos que ocuparam o cargo anteriormente deixaram o posto porque Bolsonaro era contra seguir as orientações da ciência.

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“Primeiro, o presidente menosprezou a doença e a chamou de ‘gripezinha’. Depois, Bolsonaro disse que não era coveiro. Disse duas vezes. Quando os óbitos chegaram a 5 mil, a resposta dele foi: ‘E daí?’. Agora o presidente repete que a pandemia é uma chuva e que todos vão se molhar. Que a morte é o destino de todos nós e que temos que enfrentar a doença, como se fosse uma questão de coragem”, afirmou Bonner.

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A falta de apoio ao isolamento social, recomendado por autoridades de saúde no mundo todo, também foi lembrada pelo editorial, assim como a contradição do discurso entre o governo federal e as gestões estaduais.

Por fim, o telejornal da TV Globo manifestou solidariedade às famílias das vítimas do novo coronavírus e questionou a responsabilidade de Bolsonaro pelo agravamento da crise.

“A pergunta que se impõe é: o presidente da República cumpriu esse dever? Entre os governadores e prefeitos, quem cumpriu e quem não cumpriu [seu dever]? Mais cedo ou mais tarde, o Brasil vai precisar de resposta para essas perguntas”, questionou Renata.

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