Jojo Todynho é a do peitão e Tom Jobim é um coitado; veja polêmicas de Tinhorão

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.02.2018 - Retrato do pesquisador musical José Ramos Tinhorão, em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.02.2018 - Retrato do pesquisador musical José Ramos Tinhorão, em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polêmica e a discordância fez parte da natureza e da fama de José Ramos Tinhorão, historiador e crítico musical que morreu nesta terça-feira aos 93 anos. Reconhecido por afrontar todas as instituições com seus ensaios independentes, tinha profundo interesse pelas raízes da música popular no Brasil e coleciona controvérsias desde o início da bossa nova, nos anos 1960, até a música atual, que considerava vazia de conteúdo artístico.

Conheça algumas das frases que Tinhorão deixou marcadas sobre estes e outros assuntos em entrevistas e perfis publicados na Folha.

TOM JOBIM

'Tenho pena de não poder ter sido amigo do Tom, porque ele era um bom sujeito, coitado. Só que pensava que fazia música brasileira e fazia música americana'

TROPICALISMO

'O grande erro de perspectiva do poder militar foi não perceber que a proposta dos baianos correspondia, no plano cultural, à filosofia da atualização tecnológica programada por 1964 no plano econômico'

TINHORÃO POR TINHORÃO

'Um analfabeto musical, mas com memória de elefante'

A FAMA DE MAU

'É muito natural que [os artistas] me odeiem, não tenho bronca nenhuma'

ANITTA

'Parece que é uma pessoa que canta'

PABLO VITTAR

'Outro que parece um cara que canta'

JOJO TODDYNHO

'Ah, aquela do peitão? Pois é, dessa eu conheço o peitão'

MÚSICA E REALIDADE SOCIAL

'Para que haja uma cultura popular é preciso que esse popular tenha também uma cultura particular. Mas a cultura de quem? Do peitão da mulher, de quem o cara ouve no rádio? Não dá nem para ser contra; a um ser esvaziado de conteúdo humano corresponde um ser esvaziado de conteúdo artístico'

PAIXÃO E OBRIGAÇÃO

'Casamento é escravidão. Você não se separa, você vira um homem liberto. O primeiro [casamento] é mais difícil, dá obrigações e amarra a situações econômicas. Você passa a ser um homem de família, o que é incompatível com a atividade de pesquisador. Ou você rompe com isso ou não consegue fazer o que tem de fazer'

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