João Guilherme reflete sobre ‘desconstrução da masculinidade’: 'Me botarem nesse lugar'

João Guilherme brigou publicamente com a madrasta nas eleições 2022 (foto: BrazilNews)
João Guilherme brigou publicamente com a madrasta nas eleições 2022 (foto: BrazilNews)

João Guilherme, o ator e filho de Leonardo, é tido com um exemplo do que se chama de desconstrução da masculinidade. Além de atitudes mais empáticas, o termo costuma abarcar a liberdade de escolher roupas e acessórios que nem sempre estão nas araras ‘masculinas’ em lojas.

Isso significa roupas mais descoladas e menos ‘grosseiras’, práticas como pintar as unhas e usar maquiagem no dia a dia e até o básico, como ser respeitoso e cordial, principalmente com ex-namoradas. Mas não é por ser lido assim que ele se vê da mesma forma.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Vejo me botarem nesse lugar cada vez mais. Por um lado, é muito legal, por conta da importância desse lugar e desse cargo quando realmente desconstruímos algo, né? Ou de inovar, fugir um pouco de regras, padrões, caixinhas que anteriormente nos colocaram, mas acho engraçado porque foi de uma forma muito natural e hoje falo assim: ‘nossa, mas nunca quis ser uma bandeira, eu nunca quis ser’”, afirma João Guilherme ao Yahoo.

O filho de 20 anos do cantor Leonardo lembra que é criticado por coisas que não ‘forçou’. “Não é que eu estou aqui pra revolucionar jovens ou tipo assim: ‘Uau, vamos lá, todos me sigam! Não precisam ser assim ou assado’”, pontua.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Reforço positivo

Sem rejeitar o rótulo que recebe, João também se mostra consciente de sua influência e busca usar sua plataforma da melhor forma. “Acho legal quem se inspira em mim e que posso tirar o melhor da pessoa com tais atitudes ou referências. O que é muito bom, né?”, pergunta, de forma retórica.

Mas essa aceitação não significa que ele não hesite em fazer determinadas escolhas por pensar na opinião alheia. “Às vezes me boto num lugar e penso assim: ‘Será que se usar isso não vão ficar batendo naquela mesma tecla?”, admite.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

O temor passa rápido, no entanto, já que João costuma ‘segurar sua marimba’. “Não costumo ligar para comentário de mal gosto, nenhuma ignorância. Isso não agrega, né? São só comentários alheios, comentários com falta de respeito, coisas que não passam por mim. Mas aí é isso, aí vou tá usando minhas unhas, vou usar uma saia... Vão dizer que sou o movimento da desconstrução, sendo que pra mim não é uma pauta, é muito natural”, lembrou.

“Se estou tirando o melhor de alguém, posso ajudar alguém mesmo espontaneamente a ela se vestir do jeito que quer, se portar do jeito que quer, independente de orientação sexual ou outra coisa, acho ótimo”, ressalta João Guilherme.