João Gomes sobre família: “Minha mãe e avó agora têm influência. Ficha não caiu"

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João Gomes
João Gomes "explodiu" com o piseiro (Foto: Reprodução/Instagram/@joaogomescantor)

Não tem como falar de música em 2021 sem citar João Gomes. O pernambucano, de apenas 19 anos, é o nome do momento. Cantando com simplicidade, sem ousar nas coreografias, com uma voz que parece de alguém mais velho, ele faz qualquer um parar o que está fazendo para dançar piseiro. Fora do palco, o modo de lidar com a fama é ainda mais impressionante: o jovem é articulado, cheio de referências, disposto a bater papo como se nada ao redor estivesse acontecendo.

Do mesmo modo que passa tranquilidade e não aparenta se deslumbrar com a fama, João Gomes conta que a família ainda está sem entender tudo que aconteceu nos últimos meses. "Minha vó até entende um pouquinho, mas ainda não caiu a ficha dela e da minha mãe com tudo que aconteceu, essa loucura toda. Elas são procuradas, elas têm influência agora", diz ele ao Yahoo!.

O cantor conversou com a reportagem no camarim do festival Garota VIP neste sábado (4). Com olhar de admiração, a equipe e uma amiga acompanhavam a entrevista. Na ocasião, João afirmou que tem feito o possível para levar amigos de antes da fama para seus shows e oferecer o melhor nos bastidores. É uma forma de retribuir tudo que já fizeram por ele. 

"Tem muita gente que quero trazer ainda. Hoje trouxe uma amigona que é muito fã do Safadão e me ajudava nos vídeos lá atrás. Hoje posso estar aqui e retribuir, deixar essas pessoas em um lugar legal. É gratificante. A gente não pode esquecer o que passou e deixar de mostrar o que mudou também", afirma.

Convidado por Wesley Safadão para se apresentar no festival, o músico acredita que apesar do pouco tempo de carreira, o artista enxerga nele a mesma entrega que teve antes de virar um cantor renomado e respeitado, não só pelo público, mas por todo o meio artístico. 

"Acho que o que pesa (para o convite acontecer) nem é o tempo, é o significado, o que a gente consegue transmitir em cada show. A gente já teve oportunidade de conversar algumas vezes, ele (Safadão) me deu alguns toques. É muita identificação. Ele gosta do meu trabalho, acredita, confia", diz João.

Estar presente

Entre os conselhos que recebeu de Safadão, João guardou que sempre deveria "fazer mais". O que seria isso na prática? O jovem traduz com exemplos. "Fazer mais é estar aqui dando entrevista, não ir embora logo, é tirar foto com fã, dar tchau, aprender coisas novas, ser a mesma pessoa de antes. Fazer mais é se entregar, é e estar aqui para as pessoas", explica.

Na apresentação do Garota VIP, João ficou emocionado e afirmou que "a música nordestina invadiu São Paulo". Mais tarde, no camarim, o cantor citou as aulas de história e falou sobre a importância de cantar forró no sudeste. 

"Quando a gente vem fazer show em São Paulo, a gente sabe que aqui tem nordestino demais. Isso está marcado na história. O povo de lá vem para cá trabalhar há muito tempo, então eu canto para quem está com saudade do nordeste. Por mais que o forró tenha mudado e o piseiro tenha chegado, tudo isso é tradição nossa. Tô tentando fazer um show com mais sanfona, muito mais coisas de lá", observa.

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