Covid-19: Criticado por comerciantes por restrições, Doria diz que "mortos não consomem"

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Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images
Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, admitiu que as medidas de restrição ampliadas no estado são duras para os comerciantes. Contudo, nesta quarta-feira (27), o tucano pediu aos paulistanos que sigam as orientações sanitárias para frear o avanço da pandemia.

"Sei que é difícil, complexo, sei que é muito duro para um comerciante, dono de bar, dono de restaurante, de um pequeno comércio suportar isso. Mas quero lembrar que mortos não consomem, mortos não vão a bares, mortos não vão a restaurantes, mortos não compram pão e mortos não consomem sapatos. Temos que preservar vidas para depois recuperar a economia. Vamos fazer isso, isso vai acontecer", disse o governador à Rádio Band News FM.

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As medidas mais restritivas começaram a vigorar em São Paulo desde a segunda-feira (25). Desde o anúncio, no fim da semana passada, associações dos setores comerciais criticaram a gestão Doria pela falta de apoio aos proprietários dos estabelecimentos.

A capital paulista, conhecida pelo alto número de bares e restaurantes, está na fase vermelha (quando esse tipo de estabelecimento só pode funcionar por delivery) das 20h às 6h durante a semana e durante todo o final de semana.

O governador ainda ressaltou a responsabilidade dos paulistas na contenção da pandemia que avança em todo o estado. Doria garantiu que apenas as medidas restritivas não serão suficientes para mitigar as mortes causadas pela Covid-19.

"Enquanto não estiver a vacina disponível para todos os brasileiros, nós todos temos que ter a consciência, a paciência, resiliência que precisamos nos proteger. Não haverá polícia, não haverá fiscalização suficiente para garantir que aqueles que desobedecem a orientação para garantir a vida de cada um sejam punidos. Considero incompreensível uma pessoa querer morrer, facilitar as circunstâncias para morrer. Você tem de exaltar a vida, proteger a vida e compreender que isso vai passar", afirmou o tucano.