Produção da CoronaVac está totalmente parada e ritmo da imunização pode diminuir, diz governo de SP

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Foto: REUTERS/Carla Carniel
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  • Instituto Butantan entrega 1,1 milhão de doses da CoronaVac

  • Butantan vai suspender produção do imunizante contra a covid-19 por falta de insumos

  • 10 mil litros de IFA da SinoVac estão parados, sem autorização da China para embarcar

O governo João Doria (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (14) que o processo de produção da Coronavac está totalmente parado devido a falta de insumos e que ritmo de imunização contra a Covid-19 no estado de São Paulo pode diminuir.

Segundo o Instituto Butantan, há 10 mil litros dos insumos na China a espera de autorização. O material permanece parado em meio a uma crise diplomática causada por críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à China.

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Nesta sexta, o Instituto Butantan entregou o último lote da Coronavac, de cerca de 1 milhão de doses. A produção da vacina foi totalmente paralisada nesta semana.

"Quando vamos parar? Nós esperamos de fato que o programa estadual não pare. Podemos diminuir o ritmo, mas nos até esse momento não paramos", disse a coodenadora estadual de imunização, Regiane de Paula.

Até o momento, há vacinas para os grupos anunciados até o próximo dia 21, que inclui pessoas com comorbidades e deficiência permanente.

O governador João Doria responsabilizou o governo federal pela paralisação das autorizações de remessas de insumos para o Brasil. "Todos sabem, temos um entrave diplomático, fruto de declarações desastrosas feita pelo governo federal contra a China e isso gerou um bloqueio por parte do governo chinês da liberação do embarque dos insumos", disse Doria.

Butantan entrega lote de novo contrato

Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Nesta sexta-feira (14), o Instituto Butantan entrega mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac, vacina contra a covid-19 produzida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês SinoVac. As doses serão direcionadas ao Ministério de Saúde.

A entrega já faz parte do segundo contrato do Instituto Butantan com o governo federal, de 54 milhões de doses que deveriam ser entregues até o dia 30 de agosto. O primeiro lote, de 46 milhões de doses, foi finalizado na última quarta-feira (12).

Como consequência da falta de vacinas, pelo menos 15 estados brasileiros suspenderam a aplicação da CoronaVac, seja da primeira ou da segunda dose.

Em abril, o Butantan parou de envazar a CoronaVac na fábrica do Brasil, mas continuou com o processo de rotulagem e controle de qualidade para entregar as doses restantes ao Ministério da Saúde.

***Com informações de Artur Rodrigues, da Folhapress

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