João Vicente produz série sobre busca por likes e se diz 'doente do Instagram'

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*ARQUIVO* João Vicente de Castro. (Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress)
*ARQUIVO* João Vicente de Castro. (Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Já estão a todo vapor as gravações da comédia de suspense "As Seguidoras", um projeto do Paramount+ desenvolvido e produzido pelo VIS Américas, divisão da ViacomCBS, e pelo Porta dos Fundos. A trama trata da busca por aceitação e likes nas redes sociais.

Produtor da série, João Vicente de Castro, 38, diz que parte da inspiração para o projeto com essa temática vem de sua própria experiência na internet.

"Sou um cara viciado em rede social e tenho muita pena, pois assim perdemos um pouco a capacidade de contemplar. Sempre que temos um momento off de reuniões a gente já vai e colocar algo no Instagram. Tento me policiar, mas é difícil. Sou doente do Instagram", avalia.

A série segue a história de Liv (Maria Bopp), uma influenciadora digital que leva sua obsessão por ganhar seguidores às últimas consequências e se transforma em uma serial killer acima de qualquer suspeita.

Porém, seus planos ficarão mais difíceis depois que ela perceber que está sendo seguida pela podcaster de crimes Antonia (Gabz). Ananda (Raissa Chaddad) é mais uma influenciadora digital com quatro vezes mais seguidores do que Liv. As duas são rivais, mas vendem para seus fãs uma amizade que não existe.

Também fazem parte do elenco Victor Lamoglia (Edinho), Domenica Dias (Adrielly), Nataly Neri (Camilla), Tati Tiburcio (Rocha), Tatsu Carvalho (Elano), Giselle Batista (Marisol), Maria Gal (Deise), Gabriel Godoy (Esteves) e Stella Miranda (Kassia).

"Estamos todos superanimados com esse início de gravações de 'As Seguidoras' porque é sempre incrível ver os projetos saírem do papel, ainda mais quando se trata da primeira produção nacional para o Paramount+", comenta Tereza Gonzalez, diretora sênior do VIS Américas. "A série é uma comédia de suspense e tenho certeza que vai deixar o público grudado na tela", emenda.

A trama tem pouco mais de um mês de filmagens e ainda não há uma data definida para a estreia. João afirma que a série busca um humor refinado, muita ironia na construção desse tom e também muita comédia de constrangimento.

E, conforme a blogueira psicopata mata as pessoas, o público vai entendendo os gatilhos que isso acarreta. "Podem esperar um tempero Porta dos Fundos, mas num formato mais longo", diz.

O tema central é algo muito atual e que, na visão do produtor, não deve envelhecer tão cedo, já que é um "vício patológico da sociedade".

"Essa discussão segue em pauta. Não é uma crítica social, mas ela é totalmente costurada dentro desse universo desequilibrado que vivemos, onde o mundo é perfeito nos Stories e um lixo na vida real. Há uma fome de aceitação", explica.

Se depender da vontade de João, em 2022 haverá uma segunda temporada do projeto. "A gente vem conversando, o Porta é um conglomerado de ideias e ainda existem muitas para saírem do papel."

O produtor finaliza ao explicar por quais motivos resolveu escolher três protagonistas mulheres para abordar o assunto. "Somos em cinco sócios homens no Porta, e nossa roteirista é uma mulher que tem preocupação de trazer mulheres ao protagonismo. Isso é um orgulho para nós. A primeira série desse porte ser quase toda feminina é muito legal", conclui.

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