João Gordo diz que leva vida sem vícios e cria projeto para moradores de rua

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.11.2016: JOÃO-GORDO - João Gordo em sua loja Central Panelaço, no Bixiga no centro de São Paulo. (Foto: Avener Prado/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.11.2016: JOÃO-GORDO - João Gordo em sua loja Central Panelaço, no Bixiga no centro de São Paulo. (Foto: Avener Prado/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O músico João Gordo, 56, revela que após anos de uso de drogas vive uma vida totalmente sem vícios. De acordo com ele, sua mulher, Vivi, foi a responsável pela mudança de postura.

"Naquela época eu era outa pessoa, um suicida que ligou o foda-se e que quase conseguiu o intento de se matar duas vezes. Mas a Vivi mudou totalmente a minha vida. Tem gente ainda que me cobra atitude de adolescente aos 50 e poucos anos", começou.

"Se um roqueiro vive eternamente essa vida louca, vai morrer desse jeito. Eu gosto de droga. Se droga fosse ruim ninguém usava, mas não dava mais para mim. Hoje sou completamente careta", afirma em entrevista à Quem.

Há 17 anos que João é vegetariano. Agora, diz que embarcou por ideia da esposa em um projeto de entrega de marmitas veganas a moradores de rua. Porém, por ele ser do grupo de risco para a Covid-19, ajuda no preparo e na retaguarda.

"Ela decidiu fritar algumas coxinhas de jaca e levar para o povo da rua que estava no Bixiga. Juntou um monte de gente que com a pandemia ficou sem lugar para descolar água e comida. Ela se emocionou porque não tinha comida para todos e chegou em casa chorando. Chamei os filhos e decidimos fazer as marmitas. No começo, a gente fazia 76 marmitas por dia e hoje a média é de 200", explica ele. Com Vivi Torrico ,João tem Victoria, 16, e Pietro, 15.

O músico tem DPOC (grupo de doenças pulmonares) e por isso fica em casa. "Se pego Covid, embarco. Quase embarquei em 2019 com uma pneumonia. Então, eu vou em algumas entregas de marmitas, mas é a Vivi que todo dia está lá. Sai às 7 da manhã de casa e só volta às 20h. Ela tem um coração muito grande", completa o músico que atualmente criou uma banda de nome LockDown com ajuda de amigos.