Jennifer Garner é mãe que deixa os filhos fazerem loucuras por um dia em filme

LEONARDO SANCHEZ
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cuidar dos filhos pode ser uma tarefa árdua em qualquer momento da vida. Em tempos de quarentena, home office e ensino a distância, pior ainda. "Dia do Sim", novo filme da Netflix, estreia agora com o que deveria ser uma sugestão de como acalmar as crianças em casa -mas a estratégia sai do controle para o casal interpretado por Jennifer Garner e Édgar Ramírez. Como o próprio nome denuncia, a comédia acompanha pais que decidem dar aos filhos 24 horas para fazerem o que quiserem. A regra de ouro é que eles estão proibidos de dizer "não". Allison e Carlos Torres querem mostrar aos três rebentos -uma garotinha, um menino e uma adolescente que não larga o celular- que pais também sabem se divertir. O problema é que a tática os leva a situações um tanto extremas, com direito até a uma passagem pelo hospital. O filme traz Garner não só no elenco, mas também na produção. É a terceira vez que ela assume a tarefa -as outras foram na série "Alias: Codinome Perigo" e no longa "Butter: Deslizando na Trapaça", há uma década. Ela voltou a assumir a função porque partiu dela a ideia de "Dia do Sim". Em conversa por videoconferência, ela conta que ao ler o livro infantil homônimo, escrito por Amy Krouse Rosenthal, decidiu adotar o "dia do sim" em sua casa, há cerca de sete anos. Ao contrário da trama, a experiência real provou ser relativamente tranquila e uma boa oportunidade para ela passar mais tempo com os filhos, em meio à rotina atarefada, cheia de viagens de uma estrela de Hollywood. Violet, de 15 anos, Seraphina, de 12 anos, e Samuel, de oito anos, são frutos de seu casamento com o também ator Ben Affleck, de quem a atriz-produtora se separou recentemente, após um longo e polêmico divórcio. "É um pouco como uma comédia de terror para os adultos, porque se você assistir ao filme com seus filhos, eles vão querer um 'dia do sim'", diz Garner, brincando com a premissa do filme. "Mas é importante dizer que essa não é uma data para enlouquecer, como acontece na trama. Basta ter um bom dia juntos e construir memórias em família." Édgar Ramírez resolveu ir na onda da colega de elenco e organizou um "dia do sim" enquanto se preparava para as filmagens. Sua presença no elenco, no entanto, vai muito além do fato de estar disposto a sentir na pele o mesmo que seu personagem. Garner e o diretor Miguel Arteta queriam filmar, em "Dia do Sim", uma família tradicional americana, daquelas bem hollywoodianas, com gramado verde e bolinhos assando no forno. Mas com um diferencial -o grupo deveria ter raízes latinas e, por isso, Ramírez, ator venezuelano que vem recebendo destaque no cinema e especialmente na TV, em séries como "The Undoing", pareceu ser a escolha perfeita. Nas conversas que seu personagem tem com os filhos, os diálogos são com frequência costurados por palavras espanholas, enquanto a trama absorve fragmentos da cultura latino-americana com naturalidade. "Nós vivemos num mundo de diversidade, e acho que nos tempos de hoje, em que a diversidade e os valores atrelados a ela são constantemente desafiados, é importante mostrarmos que essa é a nossa realidade", diz Ramírez, que mora em Los Angeles e, pelo pluralismo da cidade, diz falar tanto em inglês quanto em espanhol no dia a dia. Na cidade californiana, quase metade da população é hispânica ou latina. Outro membro desse grupo por trás do novo longa é o próprio diretor, de origem porto-riquenha. Na opinião dele, é importante falar diretamente sobre representatividade nos filmes, mas é igualmente importante ter histórias que representam diferentes pessoas e culturas sem criar alarde, como é o caso de "Dia do Sim". "Ajuda os espectadores a ampliarem seus horizontes", afirma. DIA DO SIM Quando Estreia nesta sexta (12), na Netflix Classificação Livre Elenco Jennifer Garner, Edgar Ramírez e Jenna Ortega Produção EUA, 2021 Direção Miguel Arteta