Japinha lança clipe com temática de velho oeste: 'Precisamos nos reinventar'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cantora Japinha Conde, 22, lança o clipe "Na Cama Maltrata" nesta quinta-feira (22) em todas as plataformas digitais. O vídeo tem temática de Velho Oeste e foi gravado em Fortaleza, no Ceará. "A inspiração veio do meu empresário que é fã dos filmes de faroestes", conta a artista.

"Surgiu a ideia de fazermos um clipe que conversasse com a letra da música, que mostrasse uma mulher forte, empoderada e dona de si, coisa que naquela época não existia", completou a vocalista da banda Conde do Forró em entrevista por email à reportagem.

A música está no álbum homônimo lançado dia 9 de julho com 19 faixas e as participações de artistas como Xand Avião, Rogerinho e Tierry. A cantora diz que está apaixonada pelo resultado e torce para que ela viralize com seu refrão forte, "tanto na internet, quanto na boca da galera."

Conde afirma que as gravações, feitas durante a pandemia, seguiram todos os protocolos de segurança contra a Covid-19. Ela comenta que apesar de ter gravado seu DVD e soltar clipes ao longo do ano, sentiu a necessidade de lançar algo novo.

"O artista precisa sempre se reinventar e levar conteúdo para os seus fãs, ainda mais em pandemia, nessa era digital, em que tudo viraliza muito rápido", reflete. Ela promete uma coreografia para acompanhar o clipe, e diz que espera que seus fãs criem muito conteúdo com a canção.

"[Espero] que possam se divertir, mesmo neste momento tão delicado", diz ela, "mas nós brasileiros nunca desistimos porque somos um povo guerreiro", completa. Para o futuro, a artista afirma que o que mais deseja é que "a pandemia acabe logo".

Em maio, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a cantora falou sobre seu sucesso e disse que crê "que o que atraiu o público foi eu ser carioca, asiática cantando música nordestina. É muito diferente, fico imaginando a cara do público. É sinistro", diverte-se.

O ritmo que ela canta, o forró ou modão, depende de cada região, é algo que vem crescendo no Brasil. "Não temo que acabe essa onda porque a ideia é sempre inovar e me adaptar ao mercado musical", diz.

O grande sucesso do Barões da Pisadinha, outra referência de Japinha, é um reflexo dessa nova tendência pelo país. A ascensão deles, que deixaram de ser desconhecidos para figurar entre os artistas mais ouvidos do país, foi rápida.

Quando Neymar apareceu ouvindo o hit "Tá Rocheda" em Paris, no fim do ano passado, a dupla já era sucesso no Nordeste e começava a conquistar outras regiões do país.

E é isso que Japinha deseja: perpetuar seu nome e o do ritmo pelo Brasil afora. Porém, para que isso seja feito, terá de esperar a pandemia do novo coronavírus cessar.

"Sucesso é algo inexplicável. Jamais passava para minha cabeça que seria reconhecida nacionalmente. Passei dificuldades na infância, uma delas a separação dos meus pais. Mas hoje vejo que consegui realizar meu maior sonho: ver a rapaziada cantando minhas músicas e o carinho é inexplicável."

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