Janja e Margareth Menezes se encontram para avaliar danos ao patrimônio

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - A ministra da Cultura, Margareth Menezes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - A ministra da Cultura, Margareth Menezes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A primeira-dama Janja recebe a ministra da Cultura Margareth Menezes em visita ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (10) para debater a recuperação do patrimônio destruído na invasão aos Três Poderes no último domingo (8).

Menezes dá maiores detalhes do encontro para a imprensa ao final do encontro nesta tarde. A ministra já se reuniu com técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, nesta segunda-feira (9) para discutir o rumo do reestabelecimento dos prédios e obras danificadas por golpistas.

Foi definido que o Iphan será responsável por produzir um relatório de bens móveis e arquitetônicos que foram destruídos e levantar a equipe técnica que deve fazer a vistoria, restauração, autorização e fiscalização das futuras obras para recuperar o que foi depredado.

Técnicos do Iphan ainda propuseram que fosse criado um grupo de trabalho com o MinC, o Congresso Nacional, o Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal e a Presidência da República para agilizar o processo de restauro. Na reunião, eles também começaram a debater possíveis fontes de recursos para financiar as obras, segundo o Iphan.

O Palácio do Planalto é onde há, por ora, o maior número de obras de arte danificadas. "Bandeira do Brasil", de Jorge Eduardo, de 1995, foi encontrada boiando na água que inundou o térreo do edifício.

No terceiro andar, "Mulatas", de Di Cavalcanti, "O Flautista", de Bruno Giorgi, e "Galhos e Sombras", de Frans Krajcberg, também foram vandalizadas.

O governo estima que só o trabalho de Di Cavalcanti, o mais importante do Salão Nobre, vale R$ 8 milhões. Na obra de Krajcberg, avaliada em R$ 300 mil, galhos que compõem o trabalho foram quebrados e jogados longe.

Menezes publicou em seu perfil no Twitter mensagens de repúdio aos golpistas. "É urgente avaliarmos os danos e começarmos a recuperação e restauro de todo o patrimônio que foi brutal e absurdamente arrasado. Um quadro de Di Cavalcanti destruído a facadas revela tamanha ignorância e violência desses atos abomináveis", escreveu.

A cantora também afirmou que Marlova Noleto, diretora e representante da sede brasileira da Unesco, se pôs à disposição para ajudar com a reforma e recuperação de tudo que foi depredado durante a invasão deste domingo.