Bolsonaro rompe silêncio após início da imunização no país "vacina é do Brasil, não é de nenhum governador"

·2 minuto de leitura
Foto: Andre Borges/Getty Images
Foto: Andre Borges/Getty Images

Depois de ficar em silêncio sobre o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rompeu o silêncio ao dizer que, após a liberação do uso emergencial dos imunizantes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “não tem o que discutir mais".

Sem citar explicitamente João Doria (PSDB), seu rival político, Bolsonaro afirmou que a “vacina é do Brasil, não é de nenhum governador". Especialistas veem uma derrota política para o Planalto ao ver o tucano vacinar a primeira pessoa no país.

Leia também

“Apesar da vacina...Apesar, não. A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado aqui. Então, está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não", afirmou Bolsonaro nesta segunda-feira (18).

Leia também

Horas antes, em cerimônia realizada em Guarulhos, na grande São Paulo, o ministro da Saúde cedeu aos apelos dos governadores e anunciou que a imunização por todo o Brasil pode começar já nesta segunda, a partir das 17h. No domingo (17), Eduardo Pazuello havia estipulado o começo da aplicação das vacinas em todo o país para quarta-feira (20), data que desagradou os chefes estaduais.

Pazuello também acusou o governador Doria de fazer “golpe de marketing” ao promover a primeira vacinação no Brasil antes dos outros estados. Na réplica, o tucano afirmou que é o governo Bolsonaro que faz “golpe de morte” com sua gestão errática da pandemia, que já matou quase 210 mil pessoas no país.

A Anvisa liberou o uso emergencial de duas vacinas até o momento: Coronavac e Astrazeneca/Oxford. Até o momento, porém, o único imunizante utilizado no Brasil foi a Coronavac, já que as duas milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeca ainda não chegaram ao país depois do governo Bolsonaro fracassar em negociação com a Índia.