Bolsonaro omite países líderes de vacinação para tentar defender governo: "falácia da mídia"

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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Pressionado pela demora no início da vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para tentar fazer uma defesa de sua gestão nesta quarta-feira (06). Ele tentou justificar o fracasso do Ministério da Saúde em comprar seringas e outros insumos para aplicar os imunizantes e novamente atacou a mídia.

“Por volta de 44 países estão vacinando, contudo a Pfizer [uma das empresas que desenvolvem imunizantes pelo mundo] vendeu para muitos desses, apenas 10.00 mil doses. Daí a falácia da mídia como se estivessem vacinando toda a população", escreveu o presidente.

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Na verdade, mais de 50 países já começaram a imunizar suas populações ao redor do mundo. O número de doses citados pelo presidente é incerto, já que varia de acordo com a compra de cada nação. Além disso, as críticas ao governo tem sido sobre a demora para iniciar a vacinação, que sequer tem data oficial para começar no Brasil.

Bolsonaro ainda omitiu países que têm se destacado por uma vacinação rápida e ampla de sua população como Israel, Portugal e Dinamarca. Em sua publicação, presidente usa Reino Unido, Estados Unidos e China para tentar demonstrar que nesses país ainda há uma baixa porcentagem de pessoas vacinadas.

Nessa terça-feira (05), presidente foi amplamente criticado por alegar que o Brasil estaria quebrado, mas que ele nada poderia fazer sobre.

Governo falhou em compra de seringas

Para se defender das críticas pelo Ministério da Saúde não ter adquirido seringas e demais insumos para garantir uma imunização em massa da população, Bolsonaro colocou a culpa na alta dos preços dos itens.

Contudo, especialistas apontam que uma das razões para que os preços estejam altos é o fato de que o Brasil demorou a negociar com os fabricantes dos itens.

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, argumentou o presidente.

Sem data para começar sua imunização, Bolsonaro não se pronunciou sobre a nova alto no número de mortes e casos de Covid-19 no país. Só nessa terça-feira (05), de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), o Brasil registrou 1.248 óbitos e 58.679 novos casos. Agora, o país totaliza 197.732 óbitos e mais de 7,8 milhões de infectados.