PSL usou verba pública para fazer bonecos infláveis de Bolsonaro e Bivar

Bonecos de Jair Bolsonaro e de Luciano Bivar foram confeccionados com verba pública do Fundão. (Foto: Reprodução/Twitter)

O PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), utilizou dinheiro público do fundo partidário para confeccionar bonecos infláveis de Bolsonaro. A verba também foi teria sido utilizada para fabricar bonecos do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE). As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Em reportagem publicada nesta quinta-feira (6), o jornal aponta que foram gastos R$ 33 mil para confeccionar 14 bonecos dos mais variados tamanhos: oito de 1,8 metro, quatro de 3 metros e dois superbonecões, um de Bolsonaro e um de Bivar, com 5 metros de altura cada.

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Os exemplares foram utilizados na solenidade em São Paulo (SP) da campanha nacional de filiação que o PSL realizou em 17 de agosto de 2019. Os eventos realizados nesse mesmo dia, em diversas cidades do país, custaram ao partido cerca de R$ 4 milhões e foram bancados exclusivamente com dinheiro do Fundo Partidário.

Além dos bonecos, o dinheiro do chamado “Fundão” bancou bufês, brindes, camisetas, aluguel de hotéis e de ônibus, seguranças, assessoria, aparelhagem de som e vídeo, e colocação de outdoors com imagens de Bolsonaro, Bivar e outros políticos da legenda.

Nanica até 2018, o PSL agigantou-se a partir da filiação do então candidato Jair Bolsonaro, Com a eleição do atual presidente, a legenda passou a ter direito a uma cota de aproximadamente R$ 9 milhões por mês do Fundo Partidário em 2019. No ano anterior, sua cota era de menos de R$ 700 mil.

Em novembro de 2019, uma crise se instalou no partido com o racha entre Bivar e Bolsonaro, que deixou o partido e agora busca concretizar a formação do Aliança Pelo Brasil.

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OUTRO LADO

Procurado pela reportagem da Folha de S. Paulo, Bolsonaro não quis responder se tomou conhecimento desses gastos e qual sua opinião sobre eles. O PSL também foi procurado pelo jornal, mas respondeu dizendo que todos os gastos ocorreram de forma legal e com os serviços efetivamente prestados.

Especialistas e advogados eleitorais ouvidos pela Folha registram que a lei permite o gasto com a propaganda para o alistamento de filiados, mas ressaltam que abusos da verba podem chocar-se com os princípios da moralidade, da impessoalidade e da economicidade na administração pública.