Bolsonaro responde ataques de Zé de Abreu contra Regina Duarte

Bolsonaro diz não ter visto a 'esquerda festiva' se pronunciar contra José de Abreu (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • ‘Palavras impronunciáveis’, disse o presidente sobre os comentários de José de Abreu

  • José de Abreu chamou a atriz de ‘fascista’ e disse que ela não é digna de respeito

Em conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou os ataques de José de Abreu à atriz Regina Duarte. De acordo com o presidente, o ator falou “palavras impronunciáveis” sobre a futura Secretária da Cultura.

Sem mencionar o nome de José de Abreu, Bolsonaro saiu em defesa da atriz, dizendo que “um ator aí” está “massacrando uma senhora que tem um passado que nos orgulha a todos”. Ele também criticou as “feministas” e a “esquerda festiva” por supostamente não se pronunciarem sobre os ataques do ator.

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“Quero o bem dela, é uma pessoa que tem o coração muito grande. E na política você tem que ter um pouco de maldade. Entrou na política, entrou no liquidificador, no caldeirão. Tem um ator aí batendo nela, falando palavras impronunciáveis aqui. E não vi ninguém aí, feministas, essa esquerda festiva que nós temos, falando nada. Tá massacrando uma senhora que tem um passado que nos orgulha a todos.”

Na última terça-feira (4), em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, José de Abreu disse que é incapaz de respeitar quem apoia o governo Bolsonaro. “Para mim não interessa se é homem ou mulher. Não pode. Fascista a gente trata no cuspe. Não há como considerar o fascista um ser humano. E quem apoia fascista, fascista é”, disparou. E completou: “Vagina não transforma mulher em ser humano”.

A NOMEAÇÃO

Mais cedo nesta quarta-feira, Bolsonaro afirmou que a posse da atriz no cargo depende da rescisão do contrato de trabalho dela com a Rede Globo, onde atuou por mais de 50 anos. O presidente disse, ainda, que não há necessidade de apressar os trâmites:

“Tem um acerto com a Globo ainda... A gente tá conversando, não tem pressa não. Se fizer correndo as coisas, não dá certo.”

A Secretaria Especial de Cultura é parte do Ministério da Cidadania e está sem chefe desde o dia 17 de janeiro, quando o então secretário Roberto Alvim foi exonerado. Ele foi demitido do cargo após postar um vídeo parafraseando Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do Partido Nazista de Adolf Hitler.

A atriz global foi convidada por Jair Bolsonaro para assumir o posto em um telefonema feito ainda no dia 17. No entanto, ela só deu a resposta positiva no dia 29, protagonizando uma verdadeira novela. Nesse meio tempo, seu nome ocupou o noticiário nacional por outro motivo: sua empresa deve cerca de R$ 320 mil ao governo por irregularidade com a Lei Rouanet.