Datafolha: Mesmo com críticas constantes de Bolsonaro, rejeição de governadores na pandemia cai

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João Doria (PSDB), governador de São Paulo, é um dos principais adversário de Bolsonaro durante a pandemia - Foto: AP Photo/Andre Penner
João Doria (PSDB), governador de São Paulo, é um dos principais adversário de Bolsonaro durante a pandemia - Foto: AP Photo/Andre Penner
  • Gestores estaduais têm sido principais alvos de críticas de Bolsonaro durante a pandemia

  • Diante da demora do governo federal, governadores tem buscado contratos de vacinas independentes

  • Segunda pesquisa, 35% classificam a atuação dos governadores como ótima ou boa

Principais alvos de Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia do novo coronavírus, os governadores têm tido maior aprovação dos brasileiros durante a crise sanitária, de acordo com pesquisa mais recente do Datafolha. 

Registrou-se uma queda de seis pontos percentuais na parcela do eleitorado que considera o desempenho dos gestores estaduais ruim ou péssimo.

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A avaliação negativa atualmente é feita por 29% dos entrevistados, contra 35% que classificam a atuação como ótima ou boa. Para 35%, o trabalho dos governadores é regular, aumento de cinco pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior, realizada em março deste ano. 

Durante os últimos meses, Bolsonaro vem acusando publicamente os gestores estaduais de desviar recursos federais repassados para o combate à Covid-19. A base do governo insiste que os governadores sejam incluídos como alvo da CPI da Covid no Senado

Diante da condução errática da gestão Bolsonaro, governadores têm buscado fechar contratos de vacinas e adotado postura mais ativa diante das medidas de proteção contra a transmissão da Covid-19. 

Com Queiroga, rejeição ao Ministério da Saúde diminuiu

Marcelo Queiroga é o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro durante a pandemia - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Marcelo Queiroga é o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro durante a pandemia - Foto: AP Photo/Eraldo Peres

A rejeição ao desempenho do Ministério da Saúde também diminuiu. A reprovação da atuação de Bolsonaro, no entanto, segue alta, com 51% dos entrevistados considerando o desempenho do presidente "ruim ou péssimo" durante a pandemia. 

Também de acordo com o levantamento, 32% dos brasileiros avaliam que o Ministério da Saúde, atualmente chefiado por Marcelo Queiroga, tem atuação ruim ou péssima. 

O índice configura uma queda de sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Nesse intervalo, houve a troca do general Eduardo Pazuello pelo cardiologista Marcelo Queiroga como ministro.

Não houve, de acordo com a margem de erro do levantamento que é de dois pontos percentuais, alteração significativa entre os que aprovam como ótimo ou bom o desempenho da pasta chefiada por Queiroga. O índice foi de 28% para 30%.

O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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