Bolsonaro critica governadores que se mostraram contrários a seu novo decreto: "autoritarismo"

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Após incluir salões de beleza, barbearias e academias como serviços essenciais, em decreto editado nesta segunda-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu nesta terça-feira (12) "alguns governadores" que se manifestaram publicamente contra o cumprimento do ato federal.

De acordo com o presidente, governadores devem questionar o decreto via Justiça ou Legislativo. Bolsonaro afirmou que quem “afrontar o estado democrático de direito" está aflorando "o indesejável autoritarismo no Brasil".

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Os governadores João Doria (SP), Wilson Witzel (RJ), Flavio Dino (MA), Camilo Santana (CE), Helder Barbalho (PA), entre outros, já declararam abertamente que não acatarão o decreto editado por Bolsonaro.

"Os governadores que não concordam com o Decreto podem ajuizar ações na justiça ou, via congressista, entrar com Projeto de Decreto Legislativo. O afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil. Nossa intenção é atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população", escreveu Bolsonaro em suas redes sociais.

O decreto de Bolsonaro gerou uma onda de repercussões negativas de vários governadores do país. O próprio Ministro da Saúde Nelson Teich foi surpreendido pela ação do presidente e admitiu que a decisão não passou pela Saúde, ainda que estejamos em meio à pandemia do novo coronavírus.

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Apesar da ação de Bolsonaro, que vem sistematicamente criticando as medidas de isolamento social, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no último dia, que ao governo federal cabe coordenar as diretrizes de isolamento a serem seguidas em todo o país. Contudo, o Executivo não tem poder para retirar a autonomia dos estados e municípios na gestão local. Ou seja, quem decide sobre liberação dessas atividades são os governadores.

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