Assessor destoa de presidente, diz que esquerda se renovou e pede autocrítica ao bolsonarismo

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Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Após o fim da apuração na maior parte do país, oJair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para minimizar a derrota de boa parte de seus indicados nas eleições municipais. A análise do presidente, no entanto, destoou da visão de Filipe Martins, seu assessor especial para Assuntos Internacionais, tido como nome forte da ala ideológica do governo Bolsonaro.

Para Martins, a esquerda se renovou enquanto a direita “bateu cabeça" para fazer o básico.

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“Enquanto batíamos cabeça para fazer o básico e tentar nos organizar, a esquerda se renovou, assimilou as lições de 2018 e soube usar a internet e a nova realidade política a seu favor. Ou fazemos a devida auto-crítica, ou nossos erros cobrarão um preço ainda maior no futuro", afirmou o assessor.

Diante do mal resultado nas apurações, Bolsonaro postou e apagou uma mensagem com números de candidatos que apoiava. Na semana anterior ao pleito, o presidente se empenhou em lives para tentar alavancar os seus apoiados por todo o país.

Capitão Wagner (Pros) que disputará o segundo turno contra Sarto Nogueira (PDT) em Fortaleza foi uma das únicas exceções positivas para o bolsonarismo.

Em Manaus, Recife e Belo Horizonte, os candidatos apoiados por Bolsonaro não avançaram ao segundo turno. Em São Paulo, Celso Russomano (Republicanos) foi a maior decepção. Ele despontou como líder das pesquisas eleitorais e acabou em quarto com 10,5% dos votos, com mais de 99% das urnas apuradas na capital paulista.

No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), atual prefeito e apoiado por Bolsonaro, foi ao segundo turno, mas com uma diferença de 15% dos votos em relação ao adversário Eduardo Paes (DEM).