Bolsonaro vira boneco sombrio em protesto de enfermeiros e deputada debocha: "Capitão Corona"

Ato de enfermeiros rouba a cena com boneco inflável de Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Jair Bolsonaro (sem partido) virou alvo de um protesto em Brasília. Em pleno Dia Internacional do Enfermeiro, celebrado nesta terça-feira (12), o presidente foi transformado em um boneco sombrio, que foi inflado na capital federal. O mandatário é representado com garras sujas de sangue.

Outrora apoiadora, a agora crítica Joice Hasselmann (PSL) ironizou Bolsonaro em uma rede social ao apelidar o boneco de “Capitão Corona”.

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"No dia internacional do enfermeiro, Jair Bolsonaro ganha presente — um boneco e novo nome: Capitão Corona", escreveu a deputada federal.

Em uma imagem, três enfermeiros aparecem segurando uma faixa em frente ao boneco. A frase do dramaturgo Bertolt Brecht: “Os que lavam as mãos os fazem numa bacia de sangue”.

A forma como o governo Bolsonaro vem conduzindo o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus tem sido alvo de muitas críticas.

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Nesta segunda-feira (12), por exemplo, o presidente editou um decreto que ampliava a lista de serviços essenciais sem avisar sequer o próprio Ministro da Saúde Nelson Teich.

Nesta terça-feira, após governadores declararem que não acatarão o decreto que prevê abertura de academias e salões de beleza, Bolsonaro se irritou com os chefes estaduais, acusando-os de inflar um suposto “autoritarismo”.

"Os governadores que não concordam com o Decreto podem ajuizar ações na justiça ou, via congressista, entrar com Projeto de Decreto Legislativo. O afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil. Nossa intenção é atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população", escreveu Bolsonaro em suas redes sociais.

Apesar da ação de Bolsonaro, que vem sistematicamente criticando as medidas de isolamento social, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no último dia, que ao governo federal cabe coordenar as diretrizes de isolamento a serem seguidas em todo o país. Contudo, o Executivo não tem poder para retirar a autonomia dos estados e municípios na gestão local. Ou seja, quem decide sobre liberação dessas atividades são os governadores.

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