Bolsonaro compartilha vídeo negacionista que compara campanha por uso de máscaras ao talibã

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Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo nesta segunda-feira (13) comparando o uso de máscara, medida defendida para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus, a uma “simplificação burra” adotada pelo Talibã, movimento fundamentalista islâmico conhecido por práticas extremistas.

No vídeo, o narrador critica os slogans da campanha de máscara (“use máscara, respeite a vida") e do isolamento social (“fique em casa, salve vidas"), afirmando que as expressões servem mais para “patrulhar” e incentivar a “execração” de alguns ao invés de realmente servir de conscientização sobre o cenário da pandemia.

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O Brasil é o segundo país com mais casos confirmados e vítimas da Covid-19 no planeta. O país registra mais de 72 mil mortes e 1,8 milhão de pessoas infectadas. Bolsonaro, criticado por ser um dos únicos líderes negacionistas do planeta, minimizou os riscos da doença chegando a dizer que no país morreriam cerca de 800 pessoas e comparando o efeito do novo coronavírus a uma “gripezinha”.

O presidente, que testou positivo para a Covid-19, foi alvo de críticas por ter realizado o anúncio de forma presencial, colocando os jornalistas presentes no local em risco. No vídeo compartilhado por Bolsonaro, defende que não houve perigo aos profissionais, contrariando a afirmação de especialistas da área da infectologia.

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O polêmico anúncio rendeu a Bolsonaro mais uma denúncia. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) acionou o Ministério Público Federal (MPF) por, em determinado momento, ter tirado a máscara durante o anúncio. No vídeo, o narrador sustenta que o presidente se distanciou dos profissionais, algo que não extingue o risco totalmente de acordo com autoridades da área.

Num tom negacionista, o vídeo critica Freixo pela ação e diz que o Brasil está tentando “se livrar da pandemia” e cita que a preocupação de alguns com o vírus se trata de uma “suposta ética humanística".

Mesmo com o alto número de mortos, Bolsonaro segue defendendo a flexibilização da quarentena pelo país, minimizando os efeitos do isolamento social, medida vista como uma das únicas eficientes para frear a pandemia.

Sem apresentar provas, o vídeo diz que pessoas correm risco de serem multadas ao “tomar um gole de chopp” ou “ingerir um remédio” por estarem sem máscara, algo que não consta nos diversos decretos estaduais que impõe o uso do equipamento de proteção.

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