Novo ato antidemocrático com presença de Bolsonaro será analisado pela PGR

Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Alvo de análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ato com pauta antidemocrática realizado neste domingo (03) em Brasília foi convocado através de chamadas apócrifas, sem convocação pública prévia por membros da base do governo Jair Bolsonaro.

No ato, Bolsonaro demonstrou impaciência com decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), como a anulação da indicação de Alexandre Ramagem como novo diretor da Policia Federal.

Leia também:

"Nós queremos o melhor para o nosso país. Queremos a independência verdadeira dos três poderes e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente."

Aliados do presidente se engajaram na divulgação da manifestação assim que os primeiros vídeos e imagens apareceram nas redes sociais, ainda na manhã de domingo. À tarde, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, celebrou o ato durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

Os deputados federais Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e José Medeiros (Podemos-MT), por exemplo, além de blogueiros bolsonaristas como Allan dos Santos e Leandro Ruschel, passaram o dia compartilhando fotos, vídeos e relatos da manifestação.

O grupo conservador NasRuas, fundado por Zambelli e que hoje tem como porta-voz o empresário Tomé Abduch, envolveu-se no ato, mas manteve suas lideranças longe. Grupos menores, como Direita Minas e Movimento Brasil Conservador (MBC), também ajudaram na repercussão.

O grupo Acampamento Com Bolsonaro, ex-Acampamento Lava-Jato, reuniu-se no sábado em frente à sede da PF em Curitiba para protestar contra o depoimento de Sergio Moro. Seus integrantes gravaram um vídeo dizendo que fariam ontem uma carreata.

Siga o Yahoo Notícias no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.

***Com informações do Globo