Jade Seba e Bruna Spínola falam sobre desafios da maternidade durante a pandemia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No mundo todo, mães de primeira viagem enfrentam o desafio de cuidar de uma segunda vida em meio à pandemia do novo coronavírus. Com as celebridades, não é diferente.

Em regime de isolamento social, mulheres usam artifícios da tecnologia e a ajuda da família para cuidar e ensinar seus primeiros filhos. É o caso da influenciadora Jade Seba, 27, que tem usado o tempo em casa para se conectar com o pequeno Zion, de 11 meses.

"A maior dificuldade tem sido controlar a energia dele", diz Jade. "Ele está nesta fase de descoberta, já começou a dar os primeiros passinhos, engatinha pela casa toda. Acaba tomando 99% do meu tempo, porque não posso ficar um segundo sem olhar ele."

Para cuidar do filho com mais tranquilidade -se é que é possível- ela passa o período de isolamento com o marido, Bruno Guedes, 26, na casa de seus pais, onde estão desde o nascimento de Zion. "Aqui tem mais espaço, e eu acabo tendo mais ajuda com o Zion."

"No geral, quem fica mesmo com ele sou eu. Mas eu continuo trabalhando; às vezes preciso gravar algum conteúdo e alguém fica com ele. Sempre fomos bem unidos, então não tem mudado muito. É claro que às vezes a convivência acaba em algum tipo de conflito, mas é coisa rápida e de família", acrescenta.

A atriz Bruna Spínola, 33, também tem dividido as tarefas com a família. Hoje, ela está em isolamento com a mãe, Cristina Silva, o marido, René Sampaio, 45, e a filha, Maria Luisa, de quatro meses. "No início, nos dividimos em turnos: René de manhãzinha, à tarde ficava comigo, e minha mãe ficava com a noite", conta.

"A única coisa de que eu não abro mão é dar banho nela. É um momento muito nosso. Já René gosta muito de ler pra ela -ele tem livros antigos, da década de 1970, e ela presta atenção. Juntos, no fim do dia, a gente toca violão para ela, canta, e às vezes danço com ela."

Para ela, a chegada de um bebê potencializa tudo o que já existia na sua casa, e a relação de amor e cumplicidade com o marido apenas cresceu. "Tem sido muito melhor do que eu imaginei, e posso dizer que, quando vejo René cuidando de Maria Luisa, o meu amor por ele só aumenta."

Em seu primeiro Dia das Mães com o filho nos braços, ela usa a tecnologia para se aproximar da família, com "almoço via chamada de vídeo". "É legal porque, mesmo à distância, a família consegue acompanhar. Meu pai fala que fica dois ou três dias sem ver a Maria Luisa, e parece que já mudou um monte", diz Spínola. "Vamos ficar juntas e esperar que no próximo ano seja diferente, que a gente consiga estar mais perto de quem a gente ama, do resto da nossa família." Após a quarentena, a visão delas sobre maternidade deve mudar. "É claro que a gente não pode romantizar a maternidade, mas para mim tem sido muito gostoso. O que a quarentena vai deixar é, realmente, a gente valorizar esses momentos em família, tão próximos", diz Jade Seba.

"Quando estamos em uma situação normal, com acesso a todos os nossos familiares, não valorizamos tantos esses momentos. E agora que estamos distantes, vemos o quanto sentimos falta disso", diz Spínola, que não vê a hora de poder retornar o contato da filha com a natureza.