Jacquin diz que planeja abrir três restaurantes até fim do ano

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.04.2020 - Retrato de Erick Jacquin, chef de cozinha e jurado do programa gastronômico
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.04.2020 - Retrato de Erick Jacquin, chef de cozinha e jurado do programa gastronômico

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ano era 2020. Mais precisamente, julho daquele ano. Jurado do MasterChef e chef de cozinha, Erick Jacquin, 56, reabria um de seus restaurantes em São Paulo, o Président, após meses com as portas fechadas. Mas, mesmo assim, dizia não esperar ter muito público no retorno.

Àquela altura, a pandemia do novo coronavírus vitimava diariamente milhares de brasileiros em todo o país --"guerra mundial que não terminou ainda", diz o chef.

Mas as coisas começaram a melhorar. De lá para cá, 50% da população foi vacinada com as duas doses contra a Covid, as mortes estão em queda e os estabelecimentos comerciais e gastronômicos voltaram a atender o público, com os devidos protocolos. Otimista, Jacquin diz que pretende inaugurar mais três restaurantes na capital paulista até o final de 2021.

"Precisamos trabalhar, ter carisma, ser presentes e ter coragem", afirma o chef ao F5. "Restaurante é como uma Ferrari, não é qualquer um que vai saber pilotar", compara.

Novo empreendimento do chef localizado na região da Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, o Buteco do Jacquin já está funcionando. Em novembro, ele deve inaugurar o italiano Lvtetia (se pronuncia Lutétia), na Consolação, e até o final de dezembro vai abrir as portas de uma steakhouse que fica na avenida Rebouças.

Jacquin já tem o Président, também na Consolação, o francês Ça-Va, na Bela Vista, e a marca exclusiva de delivery Jojo Gastro. "Neste momento, meus restaurantes estão lotados. O Buteco foi uma oportunidade de parceria, um convite. O italiano é perto do Président, ponto bonito. Sempre quis diversificar", revela.

E se houver chance de expandir mais em 2022, o chef diz que estará pronto. Ele conta que a pandemia prejudicou os negócios, mas que agora a tendência é melhorar. "É igual Bolsa de Valores, ela desce, mas depois sobe. Vejo que a sociedade mudou com isso tudo, e nosso trabalho também. Agora não posso mais reclamar."

As equipes de cada empreendimento estão sendo formadas com chefs de cozinha e gerente-geral. E a ideia do empresário e chef é crescer cada vez mais. "Meu carisma ajuda a lotar os locais, com certeza", avalia.

Jacquin pode ser visto na TV como jurado do MasterChef, no ar às terças na Band. Ele também já comandou os programas Pesadelo na Cozinha e Minha Receita. Para ele, estar em canal aberto é um privilégio e o ajuda consolidação de seus projetos.

"A exposição é extraordinária. O MasterChef é o número 1 da culinária da TV, o que dá mais retorno e que as pessoas gostam mais. Sou um dos poucos chefs que têm três programas em canal aberto. Por isso que me ajuda muito, mudou minha vida", aponta.

Até mesmo a experiência de ter tido um restaurante fechando as portas após contas no vermelho em 2013 o faz tirar novas conclusões sobre o mundo dos negócios. Ele conta que, na ocasião, tinha o La Brasserie em sociedade e relembra tudo o que aprendeu.

"Eu já paguei os funcionários, os bancos. Não fali, era uma sociedade. Pode ser que tenha desagradado algum tipo de pessoa, mas eu voltei e paguei tudo. Vejo isso como uma faculdade muito boa que eu aprendi. Hoje sei fazer as coisas."

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos