Jacquin diz que não gosta de comida junina em arraial assinado por Alex Atala

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.04.2020 - Retrato do chef de cozinha Erick Jacquin, jurado do programa Masterchef (Band). (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.04.2020 - Retrato do chef de cozinha Erick Jacquin, jurado do programa Masterchef (Band). (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Só deixa eu pegar a minha cachacinha", diz a cantora Mariana Aydar, arrancando risos do cantor Otto e do sanfoneiro Mestrinho no camarim do Arraial da Arara, na noite de terça-feira (13). Os três músicos se apresentaram no evento, que ocorreu no hotel Rosewood São Paulo, na capital paulista.

"Só tenho agora para dar aquela calibrada antes de cantar no palco", segue a artista, que retorna com um copo na mão.

O trio apoia a candidatura do ex-presidente Lula (PT) à Presidência, mas, apesar da vantagem do petista frente a Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas, Otto afirma que "nada está ganho". "Não podemos dormir, precisamos estar atentos".

"Nós nunca esperávamos que Bolsonaro ganharia [em 2018]", completa Aydar.

"Tô com eles e assino embaixo. Ainda tem coisas acontecendo de séculos bem antigos e não dá mais. A gente precisa de mudança", acrescenta Mestrinho.

Já o chef e apresentador Erick Jacquin diz estar pouco preocupado com o pleito deste ano. "Eleição não muda nada", minimiza. "Quem faz comércio não faz política", emenda.

Ele, que morou por anos na alameda Rio Claro, onde está situado o hotel Rosewood São Paulo, visitou o complexo de luxo pela primeira vez por causa do arraial. "Qualquer festa eu gosto. Só a palavra festa [já] é bom", afirma.

O entusiasmo de Jacquin com a festividade junina, porém, não se estende aos quitutes. "Não sou muito de comida de festa junina, não", diz ele, que cita o cachorro-quente ao ser perguntado sobre quais alimentos típicos prefere. "Eu gosto de milho, mas o cachorro quente está maravilhoso", finaliza o chef.

O cardápio do Arraial da Arara foi assinado pelo chef Alex Atala, que circulava entre os convidados usando um chapéu de palha e uma camisa xadrez. "Tem alguém mexendo no meu coração. Você viu meu coração?", diz ele, rindo, antes de dar meia volta para exibir um coração bordado em sua calça jeans, na região das nádegas.

"A gente tentou ser o mais fiel possível às festas juninas. Essa foi a grande missão para atender 1.500 pessoas dentro da tradição das mais incríveis tradições que é a festa junina", conta sobre suas escolhas para o evento, que serviu aperitivos como cocada, buraco quente, curau e espetos de carne.

Conhecido por suas incursões na Amazônia e por incorporar ingredientes locais à sua culinária, Atala prefere não comentar as discussões sobre a região suscitadas pelo desaparecimento do indigenista licenciado da Funai Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. "Não vamos falar disso agora, agora é sacanagem. No meio da festa é sacanagem. Tenho acompanhado e estou muito triste."

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