Jackie Cruz, de 'OITNB', lança seu 1º CD e diz querer passar Ano-Novo no Rio

BEATRIZ VILANOVA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Jackie Cruz, 33, também conhecida pela personagem Flaca da série "Orange Is The New Black" (Netflix), passou a última semana de setembro no Rio de Janeiro para conhecer os fãs brasileiros e divulgar seus novos trabalhos. 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, a atriz diz que o que mais a encantou no Brasil foram as pessoas. "Elas são tão acolhedoras, amáveis, e fazem você se sentir em família." A única coisa que ela lamenta é que o clima tenha sido frio durante a sua passagem, mas isso não a impediu que sentisse o "calor" dos brasileiros, que ela descreve como "pessoas coloridas e vivas".

"Foi muito legal abraçar as pessoas que eu conheci aleatoriamente. Mal cheguei ao meu segundo voo porque as pessoas me paravam o tempo todo e tiravam fotos comigo no aeroporto. Foi maravilhoso. Elas me reconheceram e sabiam sobre mim e sobre a minha história", diz a atriz e cantora. 

A recepção foi tão boa que Cruz já pensa em voltar ao país em breve. "Assim que eu cheguei ao Rio de Janeiro eu disse que iria voltar para passar o Ano-Novo. E, com certeza, irei a São Paulo. Ouvi que é quase como Nova York, e disse 'Ok, vou até lá checar isso'."

Como nova embaixadora da marca de maquiagem da tatuadora Kat Von D, a atriz esteve na Casa Sephora, onde se apresentou e falou sobre maquiagem, e revelou seus produtos favoritos: o batom Lolita II, que ela usa até como blush, e a máscara Go Big or Go Home, "porque deixa meus olhos maiores e já me dão uma cara de 'mais viva'". 

O gosto por maquiagem sempre existiu, mas se intensificou com sua personagem de "OITNB", que também costumava se dedicar bastante à beleza na série. Cruz diz que aprendeu a usar o delineador com Flaca, e fala sobre suas percepções sobre o final dela na sétima e última temporada, que foi ao ar em julho deste ano.

"Atuamos por sete anos e eu cresci nessa série, me transformei na mulher que sou hoje. Se a série voltar algum dia, eu me sentiria honrada de participar. Ainda somos muito populares", diz Cruz, ao ressaltar que a a sétima temporada teve um final triste, mas "foi quase como um novo começo".

"Eu realmente adorei. Sempre vou levar essa série para meus próximos trabalhos, tudo o que eu aprendi, e as pessoas mais bonitas que já conheci, muito talentosas. Amei que a série foi sobre as pessoas e seus talentos, e nunca sobre sua aparência ou de que cor você é -ela é muito relacionável a todas as pessoas. E especialmente por ser uma série criada e desenvolvida por uma mulher, porque isso não existe muito. Foi muito incrível parte disso. Chorei por toda a sétima temporada", completa.

Agora órfã da série, Cruz adentra o elenco de uma outra produção da Netflix: a terceira temporada da comédia dramática "Good Girls", que aborda dilemas e crimes envolvendo um grupo de jovens mulheres. Ela será Ray, uma mãe que é higienista dental.

"Acho que as pessoas vão amar ela, e estou animada para começar algo novo. O elenco é incrível, eu adoro a Christina Hendricks [que interpreta Beth], e trabalhar com ela tem sido uma experiência incrível. Há muita química", diz a atriz.

CARREIRA MUSICAL

Jackie Cruz é lembrada pela maioria das pessoas por sua carreira como atriz, mas na verdade, a artista é apegada à música e sempre procurou tocá-la como um trabalho paralelo. Ela chegou a fazer um pocket show na Casa Sephora durante sua passagem pelo Brasil.

"A música sempre foi meu primeiro amor. Trabalho com ela desde que sabia que poderia cantar. Minha mãe se mudou comigo para a Califórnia quando eu tinha 15 anos, e eu participava de bandas de meninas", conta. "A música sempre salvou minha vida, sempre foi um lugar de terapia, de expressar o que eu estava sentindo. Em uma época que eu não me sentia tão bonita, minhas palavras foram 'saídas'."

Nesta sexta-feira (11), ela lança seu primeiro álbum, "Hija de Chavez" (em português, "Filha de Chavez"), que nada mais é do que uma referência ao seu sobrenome -o nome real dela é Jacqueline Chavez. Ela diz que há muito "spanglish" (mistura de espanhol com inglês), blues e salsa, uma vez que ela nasceu na República Dominicana."Todas as músicas serão dedicadas às mulheres que me criaram e me inspiraram."

A artista escreve sozinha algumas das músicas, e diz se inspirar em suas próprias experiências de vida para isso, como decepções amorosas, o afastamento de seu pai e outros assuntos que ela descreve como "vulneráveis". Os sons são misturas artistas que ela cresceu escutando, como Celia Cruz, Tracy Chapman, Elvis Costello, Fiona Apple, Billie Holiday, Adam James e Elvis Presley.

"Faço músicas que fazem eu me sentir sexy, viva e com vontade de dançar. Posso ser uma mulher forte e chorar, e também ser sexy. Minha música é uma balança de todas essas coisas, não posso colocá-las em um único gênero", conclui.