Jackie Chan enfrenta o terrorismo em 'O Estrangeiro', que estreia esta semana no Brasil

(Imagem: divulgação Diamond)

Em ‘O Estrangeiro’, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, Jackie Chan sai de sua zona de conforto, substituindo o ar boa-praça por um insistente olhar perdido e melancólico. A mudança faz parte de um interesse já declarado pelo astro, que prestes a completar 68 anos tem dado entrevistas indicando que pretende exercitar cada vez mais o lado dramático em suas próximas atuações.

No novo longa ele interpreta Quan Ngoc Minh, homem solitário em busca dos culpados pelo atentado terrorista no centro de Londres que matou sua filha. De passado militar, seu personagem é um misto de MacGyver com Rambo, capaz de armar bombas usando itens prosaicos e passar dias escondido na floresta, onde fabrica uma série de armadilhas.

Estas habilidades são necessárias conforme passa a cercar o oficial do governo britânico vivido pelo ex-007 Pierce Brosnan em busca de respostas. De passado ligado ao IRA, grupo terrorista irlandês, o político tenta resolver o caso, enquanto vê sua segurança ameaçada por diversos lados e esconde os próprios segredos no armário.

É pena que a partir de certa altura de ‘O Estrangeiro’, o carismático Chan vire uma espécie de coadjuvante de luxo, com os debates protagonizados por Brosnan tomando o foco. É justamente quando tenta se levar a sério demais, com uma trama de espionagem capenga, que o filme perde sua força.