Jacaré lembra preconceito na época do É o Tchan: "Gritavam 'veado'"

Jacaré, do grupo É o Tchan. Foto: reprodução/TV Globo
Jacaré, do grupo É o Tchan. Foto: reprodução/TV Globo

Ex-dançarino do É o Tchan, Jacaré sofreu preconceito quando o grupo de axé estourou Brasil afora nos anos 90. Por ser um homem executando as famosas coreografias que marcaram época, ele ouviu xingamentos assim que a banda alcançou a fama nacional.

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“Na Bahia, não [sofria preconceito]. Pelo fato de dançar, rebolar, requebrar, não. Em Salvador, como você mesmo disse, é normal. Mas quando o grupo começou a ir para o Sul e Sudeste, ir para a televisão em rede nacional, aí sim, foi muito complicado. Sempre tinha aquela coisa de gritar ‘Ah, olha o veado’... Eu recebi lata no joelho, recebi muita gritaria”, contou, durante participação no “Altas Horas” do último sábado (12).

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No entanto, Jacaré se orgulha de ter servido de inspiração para tanta gente. “Mas hoje eu fico muito feliz em ver que todo o Brasil dança, rebolando, requebrando, e espero ter contribuído para isso”, analisou ele, que hoje mora no Canadá com a família.

Também participaram da conversa com Serginho Groisman as ex-dançarinas Scheila Carvalho e Sheila Mello. A mineira recordou que enfrentou certa rejeição do público assim que entrou no grupo, vencedora de um concurso em 1997.

“Sofri um pouco desse preconceito regional. A Rosiane [Pinheiro, finalista do concurso junto com Scheila] era baiana e a Bahia inteira estava torcendo por ela. Nos primeiros shows com o É o Tchan, eu recebi muito urso na cara, [falavam] 'sai daí, sai daí', [ficavam] gritando Carla [Perez]”, disse.

Já Sheila Mello só sentiu alguma discriminação pelo trabalho como dançarina quando deixou o É o Tchan, em 2003, para estudar Artes Cênicas. “Como não tinha rede social, não era todo mundo que podia falar. Ninguém tinha coragem de falar. Então, só conheci esse preconceito, o tamanho dele, quando saí e fui pegando outros rumos e me deparando com outras pessoas”, contou.