J.K. Rowling revela que recusou convite para especial de Harry Potter

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A britânica J.K. Rowling, 57, autora da saga de sucesso Harry Potter, revelou que não foi esnobada na recente reunião do elenco por causa de suas opiniões controversas sobre direitos de pessoas transgênero, mas recusou um convite. A afirmação foi feita em entrevista a Graham Norton, da Virgin Radio, neste sábado (27).

"Era sobre os filmes e não sobre os livros, com toda a razão. Era disso que se tratava o aniversário. Então ninguém disse para não fazer isso. Me pediram para fazer e eu decidi não fazer", disse a autora sobre a reunião.

A aparição da escritora no especial da HBO Max, em comemoração aos 20 anos de Harry Potter, em janeiro deste ano, foi amplamente especulada pelos fãs da saga devido às declarações transfóbicas de Rowling. Ela explicou que foi sua própria decisão, após especulações dos fãs sobre sua ausência.

Na entrevista, Norton perguntou a Rowling sobre como achava que poderiam ser reduzidos os ataques online e ameaças de morte contra ela. A escritora disse que não tem certeza se ela ou qualquer outra pessoa pode reduzir isso. "Tento me comportar online como gostaria que os outros se comportassem. Eu nunca ameacei ninguém', disse a autora.

Rowling falou que, embora adore a atmosfera de "briga de pub'"do Twitter, agora ela tem uma "relação de amor e ódio" com a plataforma depois de ter se afastado dela durante um ano. "A mídia social pode ser muito divertida e eu gosto do aspecto do argumento do pub. Isso pode ser divertido, mas não há dúvida de que a mídia social é um presente para as pessoas que querem se comportar."

Ativistas transgêneros dizem que as posições de Rowling são discriminatórias e não reconhecem as dificuldades que pessoas transgêneros e não-binárias enfrentam, mas algumas feministas argumentam que é vital manter espaços de um único sexo para proteger mulheres vulneráveis.

Rowling também recebeu críticas de alegações que fez em uma tentativa de se defender em 2020, incluindo a afirmação de que apenas pessoas que são "privilegiadas ou sortudas o suficiente para nunca terem enfrentado violência masculina" apoiam espaços inclusivos.