Iza sobre racismo: “Adoece e mata todos os dias”

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Durante sua participação no Encontro com Fátima, Iza falou sobre racismo Reprodução do Instagram

Convidada especial do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, Iza, participou na manhã desta quarta-feira, 16, para falar sobre seu novo lançamento, ‘Gueto’, mas também sobre um tema importante, racismo. No último sábado, 12, o instrutor de surf, Matheus Ribeiro, um jovem negro, foi abordado por um casal de brancos no Leblon, Rio de Janeiro, alegando que sua bicicleta elétrica era roubada. O caso ganhou repercussão nas mídias sociais e na imprensa, a cantora também se manifestou sobre o assunto.

“Essa é a realidade de praticamente todos os nossos irmãos e amigos, a gente realmente está sujeito a isso, mas graças a Deus que esse caso tomou uma proporção grande, e muita gente deu o apoio que ele merece. O racismo adoece e mata todos os dias, é muito doloroso, não existe outra razão pra que alguém acuse com tanta certeza outras pessoas de furto, a luz do dia, em frente ao shopping. Por que ele roubaria essa bicicleta e pararia em frente ao shopping? Existem tantos questionamentos que poderiam ter sido feitos, só existiu a certeza de que aquela bicicleta era dela, acredito que se fosse um jovem branco, talvez a abordagem seria outra. O final dessa história poderia ter sido bem diferente”, disse Iza que chegou mandar mensagem de apoio ao jovem.

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E continuou dizendo: “Isso é um absurdo, a gente precisa falar sobre responsabilização. Eu vi pessoas dizendo que o Matheus não precisava ter falado daquela forma, mas isso acontece todos os dias, a gente não aguenta mais falar sobre isso, e ficamos feliz quando abrem espaços como esse – Programa Fátima Bernardes -, mas a gente não gosta de ficar falando de racismo. Se vocês não aguentam mais a gente falando sobre isso, imagina ficar batendo na sua porta o tempo inteiro, é cruel, de verdade, a gente vê isso todos os dias na televisão, as pessoas morrem todos os dias”, contou.

‘Gueto’, é o mais novo hit da cantora, que aproveitou para falar sobre o clipe todo colorido, e cheio de referências à sua infância. “Eu fiquei muito saudosista, lembrei das cores da minha vizinhança, de como era maravilhoso pintar o chão da rua na Copa, e nessa vida de bairro, nessa segurança que eu sentia morando onde eu morava, é também uma celebração, é meio doido eu agradecer tudo que aconteceu em 2020, mas eu me sinto muito grata por tudo que vem acontecendo na minha carreira”, agradeceu a cantora, que apesar da insegurança a música tem sido sucesso entre os fãs.

“Dá muito medo, medo da música ser boa só pra mim em casa, pro meu marido, a gente ficar curtindo, a gente lançar e as pessoas não entenderem, mas é muito gratificante, parece mágica, né? É uma música que você faz dentro da sua casa, e as pessoas acabam se relacionando com isso também, é tudo que o artista precisa”, respondeu Iza.

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