Itaú erra, transfere quase R$ 1 milhão indevidos no Pix, e processa bancos para reaver dinheiro

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Itaú cometeu erro. (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)
Itaú cometeu erro. (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)

O Banco Itaú cometeu uma falha “grave” e sistêmica no final do ano passado que levou a transferências indevidas de quase R$ 1 milhão por meio do Pix, o novo sistema de transferências instantâneas de valores do Banco Central.

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O erro fez com que as transferências fossem duplicadas, segundo informações de documentos obtidos pelo site Cointelegraph e repercutidas pela Exame.

O problema estaria na integração do sistema do Itaú com o do Banco Central. O valor total de transferências indevidas foi de R$ 966.392.

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Na lista bancos que receberam as operações duplicadas há sete instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Sicred, Bancoob, Nubank, Banco Original e Banco Inter.

“Em razão de um erro sistêmico, foram realizadas transferências indevidas e, portanto, em excesso, para as contas bancárias dos bancos favorecidos (em simples explicação: houve débito de X e crédito de X + X) (…) Esse tipo de falha sistêmica ocorre com alguma frequência no âmbito das instituições financeiras”, diz o Itaú no documento obtido pelo Cointelegraph.

Agora, o Itaú entrou com um processo contra esses bancos, alegando que eles sabiam da falha, mas não atuaram no sentido de repará-la.

“Os Réus, ainda que cientes da falha sistêmica quando o valor ainda estava sob a sua ingerência, ao invés de devolverem o valor indevido ao Autor, permitiram a liquidação dos créditos nas contas dos correntistas destinatários.”

Para tentar corrigir a falha, então, o Itaú entrou em contato diretamente com seus clientes, pedindo para que eles contatassem os destinatários para devolução.

“Alguns valores foram recuperados”, diz o Itaú. “Em paralelo, o Autor enviou e-mails aos Réus (outros bancos), onde relatou o ocorrido, especificou os valores e solicitou o imediato estorno. (…) A questão operacional poderia ser resolvida se os Réus não tivessem sido omissos, mesmo cientes do erro sistêmico.”

Em nota enviada à Exame, o Itaú disse que os clientes que tiveram débitos duplicados foram “reembolsados imediatamente”:

“O Itaú Unibanco não comenta processos que correm em segredo de justiça. O banco esclarece, no entanto, que os clientes que tiveram débitos em duplicidade em razão de uma falha operacional pontual foram reembolsados imediatamente. O banco ressalta, ainda, que o acionamento judicial é uma medida usual entre as instituições nesse tipo de situação, pois traz segurança jurídica para que elas façam os estornos das contas creditadas indevidamente.”

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