Italiano acusado de roubar livros não publicados se declara culpado em Nova York

Foto ilustrativa de livros

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - Um italiano se declarou culpado, nesta sexta-feira, em um tribunal de Nova York, de se passar por editor e agente literário para roubar mais de 1.000 livros não publicados de autores como Margaret Atwood e o ator Ethan Hawke.

Filippo Bernardini, de 30 anos, morador de Londres que era empregado da editora Simon & Schuster, entrou com sua declaração respondendo a uma acusação de fraude diante da juíza norte-americana Sarah Netburn, em um tribunal federal de Manhattan.

Bernardini pode pegar de 1 a 4 anos de prisão pelas orientações de sentença recomendadas na audiência marcada para 5 de abril diante de outro juiz, afirmou sua advogada Hannah McCrea.

Os promotores afirmaram que entre agosto de 2016 até sua prisão em janeiro de 2022, Bernardini criou endereços falsos de e-mail e registrou mais de 160 domínios falsos para se passar por profissionais da indústria editorial, em uma tentativa de reivindicar as obras como se fossem suas.

Eles disseram que o ex-coordenador de direitos da Simon & Schuster frequentemente substituía a letra “m” em caixa baixa por “rn” para que "simonandschuster" aparecesse como "sirnonandschuster, por exemplo.

McCrea, defensora pública federal, se recusou a comentar a declaração de seu cliente.

A Simon & Schuster não está sendo acusada de qualquer irregularidade. A editoria não respondeu a um pedido por comentário em um primeiro momento.