Itália pede extradição de Robinho para que jogador cumpra pena por estupro

Itália pede extradição de Robinho credit:Bang Showbiz
Itália pede extradição de Robinho credit:Bang Showbiz

O Ministério da Justiça da Itália enviou ao Brasil um pedido de extradição do jogador de futebol Robinho, para que ele cumpra uma pena de nove anos de prisão pelo estupro coletivo de uma mulher em uma boate de Milão.

O ex-atacante da Seleção, de 38 anos, foi condenado em 2019 pelo crime de violência sexual, o qual ocorreu em 2013, quando ele ainda jogava pelo Milan.

Robinho, cujo nome de batismo é Robson De Souza, recorreu da decisão, mas foi condenado novamente em outras instâncias na Itália, incluindo pelo Supremo Tribunal do país, em janeiro deste ano.

Agora, o Ministério da Justiça italiano escreveu um pedido ao Brasil para extraditar Robinho junto com seu amigo, Ricardo Falco, que também foi condenado no caso, porém, a Constituição brasileira não permite que seus cidadãos sejam extraditados de sua terra natal.

Sobre o crime, tudo aconteceu na noite de 22 de janeiro de 2013, quando o jogador e um grupo de pelo menos seis pessoas, incluindo sua esposa, estavam bebendo na boate Sio Café. Lá, eles conheceram a mulher albanesa, que comemorava seu aniversário com alguns amigos.

Mais tarde, Robinho levou sua esposa de volta para casa antes de se reunir novamente com seus amigos no clube, onde eles começaram a beber com a mulher.

A mulher alega que Robinho e seus amigos a obrigaram a "beber até ela quase ficar inconsciente".

Foi então que eles supostamente a levaram para um camarim privado, onde Robinho e Falco teriam abusado sexualmente da vítima enquanto os outros quatro homens assistiam, informou a mídia italiana na época.

O esportista foi preso e investigado sobre as acusações em 2014. Ele admitiu ter feito sexo oral com a mulher, mas afirmou que foi consensual.

Após o interrogatório, a polícia grampeou os telefones de Robinho e gravou conversas em que ele se gabava do episódio.

Durante a investigação, os quatro amigos de Robinho que estariam envolvidos no ataque, mas nunca foram identificados, deixaram o país para voltar ao Brasil.

No mesmo ano, Robinho deixou a Itália para voltar a jogar pelo Santos, e Falco também deixou o país.

Falando durante a audiência, as autoridades deixaram claro que o 'desprezo' pela vítima mostrado em telefonemas grampeados era um fator agravante.

"Deve ser dada ênfase particularmente negativa ao tom e às expressões usadas ao comentar os acontecimentos, descrevendo a menina com palavras humilhantes e muitas vezes em termos grosseiros e depreciativos. Os réus até riram várias vezes do evento, evidenciando assim um absoluto descaso pela condição da vítima, que foi exposta a repetidas humilhações, além de atos de violência sexual por meio de abusos particularmente invasivos”, comentaram os agentes da lei.

Os dois amigos também foram condenados a pagar à mulher uma indenização de U$ 73 mil.

Em uma entrevista concedida ao portal UOL, em 2020, Robinho negou a acusação de estupro, dizendo que seu único arrependimento sobre a noite foi ter sido infiel à esposa, Vivian.

Ainda não há atualizações sobre como a Justiça brasileira planeja lidar com o novo pedido de extradição da Itália.