Adesanya x Borrachinha e mais quatro lutas a casar pós-UFC 243

Israel Adesanya xingou Paulo Borrachinha após vitória no UFC (Darrian Traynor/Getty Images)

A ascensão de Israel Adesanya ao topo da categoria peso médio do UFC é histórica. Com nocaute sobre Robert Whittaker na noite de sábado em Melbourne, diante de público recorde de 57.127 espectadores, Adesanya concluiu sua jornada de estreante a campeão indiscutível em menos de 18 meses com uma atuação de gala.

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Ao final de cada UFC, o blog tomará o emprego de matchmaker — uma espécie de casamenteiro de lutas — para sugerir os confrontos que deveriam acontecer entre os principais nomes da edição. No primeiro post, a principal escolha é óbvia. Dono do título que por anos esteve nas mãos de Anderson Silva, o nigeriano deve colocá-lo em jogo pela primeira vez contra outro brasileiro, o também invicto Paulo Borrachinha.

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Embora Adesanya tenha trocado farpas com o campeão meio-pesado Jon Jones e até flertado com a ideia de subir aos pesados para enfrentar o detentor do título, Stipe Miocic, a rivalidade mais forte no momento é mesmo na categoria até 84kg. As performances de Adesanya dentro e fora do octógono — além da animosidade com o mineiro — são mais que suficiente para fazer desta uma das lutas mais aguardadas para o calendário de 2020 do UFC.

Adesanya, com 14 de suas 18 vitórias vindo por nocaute, já superou nomes como Anderson Silva, Kelvin Gastelum e Derek Brunson no octógono. Borrachinha, dono de um cartel perfeito de 13 vitórias e 12 por via rápida (nocaute ou finalização), derrubou quatro no UFC até vencer seu maior desafio em agosto, superando Yoel Romero na decisão dos juízes.

Nocauteadores de estilos completamente distintos, o criativo Adesanya e o devastador Borrachinha fariam apenas a segunda disputa de título entre invictos na história do UFC. Na primeira, uma década atrás, Lyoto Machida nocauteou Rashad Evans para tomar o título dos meio pesados. Será Borrachinha capaz de repetir o feito e repatriar o cinturão dos médios do UFC?

Robert Whittaker x Jared Cannonier: Com a derrota em casa para Adesanya, “The Reaper” viu sua longa sequência de oito triunfos (e invencibilidade na categoria) ser quebrada de forma avassaladora. Whittaker decidiu trocar golpes de forma franca com um striker de alto nível e pagou o preço, mas o status de ex-campeão não lhe derruba tanto no ranking da divisão.

Cannonier, que iniciou sua caminhada no UFC pesando mais de 100kg entre os pesos pesados mas encontrou sua melhor forma física até 84kg, é o nome ideal para a próxima luta de Whittaker. Cannonier entrou no octógono uma semana antes do agora ex-campeão, nocauteando Jack Hermansson na principal atração do UFC Copenhagen, e tem Anderson Silva como uma das vítimas em sua atual sequência de três triunfos.

Dan Hooker x Donald Cerrone: Lutando perto de casa, o neozelandês Hooker passou com propriedade pelo duríssimo Al Iaquinta no UFC 243, menos de três meses após nocautear James Vick. Embora estivesse na parte mais baixa do ranking oficial do UFC — uma lista questionável, que será tema deste blog no futuro —, a vitória sobre Iaquinta, número seis da divisão, o garante um passo mais largo rumo ao topo.

Em sua entrevista pós-luta, Hooker foi esperto e pediu por um combate contra Dustin Poirier, que detinha o título interino até sucumbir diante de Khabib Nurmagomedov recentemente em Abu Dhabi. Poirier já descartou a ideia em suas redes sociais, sugerindo Hooker enfrentasse Donald Cerrone. A ideia é boa.

Recordista de lutas, vitórias, bônus e triunfos por via rápida no UFC, Cerrone é garantia de duelo empolgante no octógono. O “Cowboy” de Denver lutou cinco vezes nos últimos 11 meses, nocauteado em sua última aparição contra o duríssimo Justin Gaethje. Cerrone deveria tirar um tempo de descanso após a agenda cheia, mas é sempre avesso a essa ideia.

Al Iaquinta x Edson Barboza ou Alexander Hernandez: Vice-campeão do reality show The Ultimate Fighter (TUF), Iaquinta tem moral de sobra com a organização. O confronto que ofereceria a ele é com Edson Barboza, que vem de revés controverso para Paul Felder. O brasileiro pediu por uma trilogia com Felder para acertar as contas, mas o UFC ainda não se pronunciou se atenderá ou não.

Caso o UFC siga esta rota e marque Barboza x Felder 3, uma opção para Iaquinta seria Alexander Hernandez, que perdeu apenas uma de suas cinco lutas no UFC e vem de polêmica vitória por pontos sobre o experiente brasileiro Francisco Massaranduba.

Dhiego Lima x Bryan Barberena: Correndo por fora em uma das divisões de peso mais congestionadas do UFC na atualidade, Lima, duas vezes vice-campeão do TUF, merece um adversário de maior nome após vencer a terceira seguida em menos de um ano, batendo Luke Jumeau por pontos na Austrália.

Barberena é um dos atletas mais conhecidos entre aqueles que não figuram no top 15 da divisão até 77kg. “Bam Bam”, nocauteado em suas duas últimas lutas, já foi pedra no sapato para muito jovem em ascensão e veterano no octógono.

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