Coronavírus: Sem isolamento a 70%, pandemia pode durar até outubro em São Paulo

Redação Notícias
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Protesto em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
Protesto em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)

Coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, Dimas Covas alertou para o prolongamento da pandemia no estado até outubro, se o isolamento social não for superior a 70% nos próximos dias.

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"Se nós tivéssemos um índice de isolamento superior a 70%, essa epidemia ela estaria sob controle. No ritmo atual, não estamos chegando a 55% como mostram as projeções médias, vamos dizer assim, essa epidemia vai se prolongar. Ela vai além de agosto, setembro e provavelmente poderá chegar até outubro", disse Covas.

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São Paulo, estado mais atingido pela Covid-19, registrou na última sexta-feira 215 novas mortes em 24 horas, totalizando 5.773 óbitos pela doença. O total de casos confirmados chegou a 76.871.

"Nós estamos percebendo que a evolução da curva é ascendente, esses números confirmam essa esse crescimento da curva no estado de São Paulo, de uma forma mais acentuada no Brasil. O Brasil hoje já é um dos epicentros da epidemia no mundo com mais de 300 mil casos notificados, mais de 20 mil mortos, e o nosso estado de São Paulo, a nossa Região Metropolitana, foi primeiro a receber essa epidemia", afirmou o coordenador.

Para impedir a propagação do vírus, o governo de São Paulo apelou para a antecipação de feriados tendo como exemplo datas como Páscoa, Tiradentes e Dia do Trabalho, em que houve as maiores taxas de isolamento social.

O adiantamento do Corpus Christi e do Dia da Consciência Negra para esta semana não surtiram o efeito esperado pelas autoridades. O isolamento, medido pelo sinal dos aparelhos celulares, ficou em 51% na quarta e 52% na quinta, na capital paulista, e 49% nos dois dias, no estado. A Assembleia Legislativa aprovou a mudança do feriado de 9 de julho para esta segunda.

"As medidas de isolamento social que já foram maiores lá no fim de março, começo de abril, hoje ainda estão muito aquém do que seria necessário para frear essa velocidade", disse o coordenador.

"É preocupante a situação e não há dúvida nenhuma, o sistema de saúde está se preparando e incorporando novos leitos, novas UTIs no estado tudo, principalmente na Região Metropolitana, mas nós precisamos fazer um esforço coletivo pra aumentar a adesão a essas medidas de isolamento social para que a gente não seja surpreendido daqui quinze dias com uma situação muito pior, e catastrófica do ponto de vista da saúde pública", afirmou.