Isabella Santoni relembra as mudanças radicais no cabelo desde 'Malhação sonhos': 'Não senti medo'

Luana Santiago
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Se a vida de Isabella Santoni tivesse uma trilha sonora, a canção “Metamorfose ambulante”, de Raul Seixas, cairia muito bem para a atriz. Desde “Malhação sonhos”, que reestreia segunda-feira na Globo, a artista vem se mostrando uma autêntica camaleoa: seja por papéis na telinha ou por vontade própria, a jovem, de 25 anos, não tem medo de mudar o cabelo. Ela encara até visuais radicais, como o corte pixie de Karina, protagonista da novela teen, exibida originalmente em 2014.

— Nunca tinha mudado meu cabelo até a Karina, porque sempre fui bastante apegada a ele. Mas, depois dessa transformação, eu me senti tão bem que simplesmente desapeguei. De lá para cá, calculo umas sete mudanças — conta a artista.

Apesar do carinho ao cabelão que ostentava antes de viver a adolescente esquentadinha do folhetim juvenil, Isabella não sofreu no momento de passar a tesoura nas madeixas:

— Não foi sofrido nem senti medo. Foi mais doloroso para a minha família, porque eu estava muito empolgada (risos).

Fato é que, há seis anos, ela inspirou muitas mulheres a assumirem cabelos curtinhos, como os da sua personagem:

— Recebi e ainda recebo muitas mensagens, nas redes sociais, de fãs que aderiram ao corte, encorajadas por mim. Karina é uma menina fora do padrão. O visual dela abriu espaço para vermos a beleza de outras formas, e não somente aquela associada ao cabelão longo.

De qualquer forma, Isabela admite que o look atual é o que mais a representa. Tanto é que não foi determinado por trabalho algum. Não passa de uma escolha pessoal.

— Estou com o cabelo claro nas pontas e natural na raiz, numa pegada louro parafina (ou louro surfista). Condiz muito com meu estilo de vida e é o estilo que eu, Isabella, usaria normalmente por uns bons anos. Mas não sei quanto tempo vai durar, porque gravo uma série e uma novela neste ano — adianta.

Ao definir o louro surfista como o mais apropriado à sua rotina, Isabella não está exagerando: ela mora de frente para uma praia da Zona Oeste do Rio desde dezembro. Justamente por estar sempre em contato com sol e sal, a artista precisa redobrar os cuidados com os fios.

— Vou para a praia quase todos os dias. Assim que saio do mar, tiro a água salgada dele. Também aplico um produto de proteção solar antes de dar um mergulho e, depois, uso uma máscara de hidratação de três minutos. Além disso, tenho dois tipos diferentes de xampu e condicionador e corto as pontas a cada três meses. Inclusive estou precisando ir ao salão (risos) — confessa a atriz, satisfeita com a pausa nas transformações mirabolantes: — A cor natural do meu cabelo é louro acinzentado, está aparecendo na minha raiz, que está bem grandinha. Mas estou deixando crescer propositalmente, para os fios respirarem e ficarem mais fortes.

Abaixo, relembre as transformações mais marcantes de Isabella Santoni desde a Karina de ''Malhação'':

Trançado

O visual com tranças foi um dos poucos assumidos pela atriz por escolha própria, e não por causa de um papel: “Coloquei tranças pela primeira vez no fim de 2017, para fazer uma viagem à Indonésia, e no início de 2020, antes de passar um tempo em Fernando de Noronha. Gosto desse visual desde criança. Lembro que sempre curti fazer trança no cabelo, e minha mãe costumava fazer o penteado em mim. Ao colocar os apliques, descobri que eles ajudam muito no crescimento das madeixas. Quando se trança o cabelo inteiro, acelera o processo de alongamento dos fios. Gosto muito disso! No geral, é um cabelo que dá pouco trabalho, mas, no meu caso, eu precisava ficar atenta, já que a exposição constante ao sol (nas frequentes idas à praia) podia queimar meu couro cabeludo”, explica ela.

O preferido?

Quando tem que responder qual o cabelo que mais gostou de usar, Isabella precisa de um tempinho para pensar. Mas não demora muito, e a atriz cita a fase ruiva como uma das “mais surpreendentes”. “Gostei bastante do ruivo. Usei esse visual para o filme ‘Missão cupido’ (2017), que tinha uma estética no estilo ‘O fabuloso destino de Amélie Poulain’, um clássico francês. A paleta de cores do longa seguia os tons terrosos, então o ruivo encaixou bem com a personagem”, relembra.

Mas manter o visual vibrante não foi tão simples quanto Isabella esperava.

“Dava bastante trabalho. Ainda mais com essa minha exposição intensa ao sol e ao mar. Era difícil acertar o tom exato, e, quando eu fazia o retoque no salão, mais ou menos uma vez por mês, a cor não ficava exatamente como a que estava antes”, conta ela, que também fazia a manutenção da tintura em casa: “Tinha um pigmento que eu colocava no meu condicionador. Usava no banho, ficava um pouco com ele no cabelo. Isso ajudava a dar uma segurada na cor”.

Rosa chiclete

A cor rosa caiu como uma luva para Isabella Santoni, mas ela desabafa: “De todos os estilos, este foi o que mais danificou meu cabelo. Pintei uma única vez, em 2018, antes de viajar para a China. Queria algo diferente, e, quando mudei, meus amigos ficaram: ‘Meu Deus! Por que você fez isso?’. A manutenção era no chuveiro, mas a tinta saía à toa, então abri mão (do rosa) logo. Foi sofrido porque a tintura alterou a massa do cabelo. Demorou para voltar ao normal”.

Apesar da experiência complicada, a atriz não nega a vontade de se aventurar novamente numa cor fantasia: “Tenho vontade de pintar de azul”.

Castanho delicado

Em 2018, Isabella escureceu as madeixas para viver Charlotte, a irmã de Darcy (Thiago Lacerda) em “Orgulho & paixão”. “Eu curtia o visual. Acho que me dava um ar elegante de época. Nas gravações, demorava muito para estilizar os cachos da personagem. A franjinha dela tinha um desenho especial que dava bastante trabalho para as caracterizadoras”, conta a artista, que precisou maneirar nas idas à praia para não ter problemas com a tintura escura: “Tomei bastante cuidado com o sol nessa época, porque a exposição à luz solar clareava o fio. O desafio era manter o cabelo escuro. Também tive cautela nessa questão porque, como Charlotte morava em Londres, na Inglaterra, eu queria ficar com a pele bem branquinha”.

Um tempo para se adaptar

Mesmo se tratando de uma mudança radical, Isabella passaria a máquina três no cabelo novamente. “Voltaria a usar meu cabelo raspado”, afirma a jovem, que usou o corte da foto ao lado para interpretar a Letícia de “A lei do amor”, em 2016: “Estava muito animada para contar a história dela, representar as mulheres com câncer (sua personagem tinha leucemia). Mas demorei uns 20 dias para me acostumar. Passava a mão na cabeça e lembrava que não tinha nada”.

De todas as transformações, a artista define este visual como o mais prático: “Ele dá uma independência na hora de se arrumar, porque não precisa se preocupar tanto. Quando os fios começam a crescer mas ainda estão bem curtinhos, basta passar uma pomada e usar o cabelo desconectado. O ponto negativo é a limitação. Não tem penteados”.