Irmã de Juliana Paes faz sucesso com bazar descolado e acha graça ao ser comparada a Bruna Marquezine

Carol Marques
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Mariana Paes é irmã caçula de Juliana Paes e tem um bazar em Niterói

Viver numa casa onde moravam quatro mulheres que trocavam as roupas entre elas deu a Mariana Paes a experiência da reciclagem, do desapego e do reúso. Ela nem imaginava que isso a ajudaria a montar um negócio mais tarde. Após largar uma carreira como comissária de bordo, a irmã caçula de Juliana Paes abriu um bazar com roupas e acessórios usados, em que muitos itens saem direto do closet da atriz.

“No início, tive até receio de associar meu nome ao dela para não parecer um marketing desproporcional ao que estava vendendo. Conheço bem meu público e sei que nem todo mundo pode comprar um vestido caríssimo que estava no guarda-roupa da Juliana. Mesclo muito bem o que ofereço para estar dentro da realidade. E muitas vezes vendo, sim, uma peça dela por um valor muito mais baixo do que realmente tem”, avalia Mariana, que adiou a inauguração da primeira loja física, em Niterói, por conta da pandemia do coronavírus.

Com o isolamento social, Mariana teve que se reinventar na quarentena. “Quando comecei eu era sacoleira mesmo. Sempre fui muito simples. Levava minhas peças para amigas em casa, no escritório, na faculdade. Não tinha glamour, não! Agora, estou fazendo o mesmo: mas com vendas online e entrega pelos correios”, conta.

Mariana diz que ficou surpresa ao perceber que as vendas continuaram acontecendo. “Não é com a mesma velocidade de antes, mas vai pingando aqui e ali. As grandes lojas de varejo, que comecei a estudar nesse momento que vivemos, também não perderam mercado. É algo que pode se explicar com a facilidade que uma pessoa tem de acessar o que quer com a ponta dos dedos e sem sair de casa”, observa.

A história de Mariana com moda começou em 2016 quando ela largou a aviação após quatro anos voando pelo país. Trabalhou com produção de moda, styling e assessoria. “Sou muito grata a esse período porque me ensinou a ter muita disciplina. Mas eu já gostava, sempre tive um olhar para a moda, uma indústria de muitas possibilidades, repensando o consumo”, justifica ela, que passou seis meses trabalhando como assistente de styling em Nova York e ao voltar decidiu montar uma empresa com a prima e fiel escudeira Adriana Bittencourt.

O primeio bazar que fez foi em 2013, no salão da irmã Rosana, em Niterói, que leva o nome de Juliana. A ideia surgiu da mãe do clã Paes. “Colocamos nossas roupas para vender na parte de cima do salão e foi um sucesso. Até 2015 fizemos todos beneficentes”, recorda.

Já em 2017, de volta ao Brasil, Mariana empreendeu uma edição de dois dias no condomínio em que mora Juliana, na Barra, só com roupas da artista da casa. “Foi ali que tive a ideia de fazer isso para minha vida. Não tenho ideia de quantas peças Juliana já doou, nunca fiz essa contagem. Mas ela tinha muita roupa”, lembra.

Tinha, porque nessa pandemia a atriz decidiu dar uma reorganizada no closet e tirar o que estava encalhado. “Falo que é difícil trabalhar o desapego, mas se você está com alguma coisa que nunca usou ou está há mais de um ano sem usar, desista. Não vai usar mais”, ensina.

Aos 35 anos, cara de muito menos, ela diz que apesar de estar sempre com Juliana, muita gente não associa o parentesco. “Dizem que a Rosana se parece muito mais com ela”, admite. O que acontece é que ela é lembrada por outra famosa. “Já me disseram que eu pareço com a Bruna Marquezine. Acho graça, porque ela também é bonita como a Juliana. Então, está tudo certo”.