Vivara abre capital e pode movimentar até R$ 2,4 bilhões

Top brasileira Gisele Bündchen é garota-propaganda da Vivara (Foto: Reprodução/Instagram @vivaraonline)

Grande conhecida do público, a joalheria Vivara será a primeira empresa do ramo a abrir capital na B3 — a Bolsa de Valores de São Paulo. Os papeis começam a ser vendidos na quinta-feira (10), mas a alta procura já colocou lotes adicionais das ações e o IPO pode movimentar até R$ 2,4 bilhões.

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O preço dos papeis serão fixados nesta terça-feira (8), mas a expectativa é que a "VIVA3", como será identificada no pregão, fique no teto da faixa de preço, em R$ 25,40. Se confirmado, a estreia fará da Vivara uma marca de R$ 6 bilhões — 30 vezes mais que seu lucro líquido em 2018.

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Os bancos que coordenam a oferta inicial são Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch, XP Investimentos e JPMorgan. A secundária será feita pela família fundadora, os Kaufman.

Voltada à classe média, o mercado está interessado devido a um boato de aquisição de sua concorrente H. Stern. Nas reuniões com investidores, a empresa falou apenas em compras "menores". O valor que vai ao caixa da empresa por conta da abertura, R$ 500 milhões, serão utilizados para abertura de lojas e expansão do parque fabril.

Na bolsa brasileira, a única empresa que chega mais perto do segmento é o Grupo Technos (TECN3), marca de relógios que ultimamente está em baixa, com a ação próxima dos R$ 2,13. Outro fator que explica o entusiasmo são os forte resultados da joalheria: no primeiro semestre, o lucro foi de R$ 185 milhões, 142% superior ao mesmo período em 2018.

Esta será a terceira abertura de capital na B3 este ano. Antes, Centauro e Neoenergia colocaram seus papeis para jogo. Há ainda o IPO da C&A, marcado para o dia 28 de outubro.