Internauta pede vacina no 'rabão' e é respondida pelo Butantan

Redação Notícias
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Repercute nas redes sociais um esclarecimento do perfil no Twitter do Instituto Butantan sobre a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica chinesa SinoVac, diante de um pedido peculiar de uma internauta, que queria tomar logo a dose no "rabão". O Butantan então a tranquilizou quanto à demora, explicando que a expectativa é que a vacinação ocorra ainda neste mês, mas comentou que a aplicação pode não sair conforme ela esperava, pois "é no braço".

No Twitter, ainda circulam memes sobre a aplicação da vacina contra Covid-19 ser no bumbum, o que agora, porém, já é uma hipótese descartada — pelo menos, com relação à CoronaVac. Internautas comemoram os resultados positivos das pesquisas do Butantan por meio de postagens com a hashtag #vemvacina, que entrou nos assuntos mais comentados do microblog no Brasil.

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"Já é dia 5 de janeiro e ainda não tomei nenhuma vacina chinesa no meu rabão exijo providências", questionou a usuária do microblog.

E na quarta-feira, dia 6, o Instituto Butantan postou:

"Falta pouco, Carolina. O desejo é grande para que isso aconteça o mais breve possível, né? O Butantan trabalha com a expectativa de ter a vacina disponível para o início da vacinação agora em janeiro. Só lembrando que a aplicação é no braço, ok? Conte conosco!"

Quanto à inclusão da CoronaVac no Programa Nacional de Imunizações, o Instituto Butantan afirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira, que isso representa a "continuidade da parceria de mais de 30 anos entre o Instituto e o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas aos brasileiros".

"A minuta de contrato com o órgão federal foi recebida pelo instituto e imediatamente submetida à análise do departamento jurídico visando à sua rápida formalização", acrescenta.

O acordo foi assinado no mesmo dia em que Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, anunciou que a CoronaVac teve eficácia de 78% nos estudos realizados no Brasil. Segundo o governo do estado, houve um resultado de 100% de eficácia em casos graves, ou seja, todos os voluntários vacinados não apresentaram quadro grave da doença nem precisaram ser internados.

"Hoje o Brasil teve três boas notícias na área da saúde: as altas taxas de eficácia da vacina, o início do rito para obtenção do registro junto à Anvisa e o anúncio da parceria entre o MS e o Butantan para fornecer o imunizante à população brasileira", conclui o instituto.

Do EXTRA