Inhotim volta a fechar as portas com acirramento da Covid-19 em Brumadinho

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRUMADINHO, MG, BRASIL, 21-01-2020: Vista de prédio do Instituto Inhotim. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
*ARQUIVO* BRUMADINHO, MG, BRASIL, 21-01-2020: Vista de prédio do Instituto Inhotim. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de só dois meses aberto, o Instituto Inhotim volta a suspender suas atividades nesta quinta (7) por causa da pandemia. O fechamento, previsto para durar até o dia 17, obedece às ordens prefeitura de Brumadinho, município a cerca de duas horas de Belo Horizonte onde está localizado o museu a céu aberto.

Em nota, o Inhotim ressalta que o fechamento é temporário e afirma que ingressos já podem ser adquiridos para datas a partir de 22 de janeiro, previsão de reabertura do parque.

Além de museus, o decreto publicado pela prefeitura na segunda (4) também proibiu a abertura de escolas, espaços culturais e parques e praças com áreas de recreação. Ainda restringiu ao delivery o funcionamento de bares, restaurantes e lanchonetes, incluindo o comércio de bebidas alcóolicas.

No documento, a prefeitura afirma que as ações são uma resposta ao aumento do número de contaminações de Covid-19 na cidade nas últimas semanas, indicado por um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Brumadinho divulgado no último dia 30.

A pandemia já tinha obrigado o Inhotim a ficar quase oito meses de portas fechadas. Quando enfim voltou a receber o público, no início de novembro, ele limitou a venda de ingressos a 10% da sua capacidade normal.

Em Belo Horizonte, a maior parte dos museus continua funcionando normalmente. A exceção são aqueles controlados pelo governo estadual mineiro, já que segundo o seu protocolo Minas Consciente, sem adesão obrigatória por parte dos municípios, a cidade foi classificada agora na fase vermelha e mais restritiva.

O novo fechamento deve, no entanto, representar mais um baque para o instituto. Como noticiado pela Folha, ao menos 84 pessoas foram demitidas durante a pandemia, e diretorias foram temporariamente extintas para controle de gastos.

Antes disso, o Inhotim já havia sofrido com redução de visitantes, primeiro por um surto de febre amarela na região, depois com o desastre da Vale em Brumadinho.