Nova geração vira aposta e marca registrada de Southgate na Inglaterra

Gareth Southgate com Jadon Sancho em treino da Inglaterra (Clive Brunskill/Getty Images)

Por Mauricio Andrade, de Londres (ING)

Gareth Southgate continua sua missão de recolocar a Inglaterra como uma das grandes potências do futebol mundial. E não tem medo de arriscar. Vivendo entre elogios e críticas, o ex-jogador preteriu alguns velhos conhecidos e deixou clara sua preferência, e marca registrada, para o que está sendo seu primeiro ciclo completo à frente da seleção inglesa: renovação.

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Para os próximos duelos, contra República Tcheca e Bulgária, na próxima quinta (11) e segunda-feira (14), pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2020, Southgate conseguiu o que parecia impossível: abaixou ainda mais a média de idade do grupo, o transformando no mais jovem do país dos últimos 10 anos.

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Na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a Inglaterra, já comandada por Southgate, era uma das mais novas da competição, com média de idade de 26,1 anos. Agora, a última convocação do ex-jogador atingiu a marca de 24,5 anos, deixando para trás também a Euro de 2016 (25,3), Copa de 2014 (26), Euro de 2012 (25,8) e Copa de 2010 (28,4).

São dois os grandes motivos por essa rejuvenescida no grupo inglês: nenhum tipo de privilégio aos velhos conhecidos e a ótima fase que vive a nova geração inglesa, xodó do treinador. Dele Alli, Jesse Lingard, Kyle Walker, Alex Oxlade-Chamberlain e Eric Dier, por exemplo, ficaram de fora, enquanto Mason Mount, Tammy Abraham e Fikayo Tomori, ganharam oportunidades.

“Quando você está escolhendo o elenco, os jogadores precisam ver algum tipo de meritocracia. Se eu trouxesse esses caras de volta, quem eu deixaria de fora?”, disse Southgate. “Seria correto deixar de fora alguém que está jogando excepcionalmente bem só porque é mais jovem? Acho que todos iriam interpretar como um privilégio a certos jogadores”, completou o treinador.

Mount (20 anos), Abraham (22) e Tomori (21), inclusive, são a cara do novo Chelsea comandado por Frank Lampard, que precisou apostar nas categorias de base após ser proibido pela Fifa de fazer contratações na última janela de transferências. O atacante de 22 anos, por exemplo, é, ao lado de Sergio Agüero, o artilheiro da Premier League, com oito gols em oito jogos, deixando nomes como os de Aubameyang, Sterling, Harry Kane e Mohamed Salah para trás.

“Vejo muito potencial neles. Vamos investir um pouco em alguns desses jovens jogadores. Vamos olhá-los mais de perto e ver como eles reagem neste nível e como lidam com o ambiente em que estão agora envolvidos”, disse Southgate, antes de completar. “[Essa convocação] nos mostra quantos bons jovens jogadores estão chegando. E, geralmente, eles vêm e ficam, o que é um crédito para eles, mas também mostra nossa força nas categorias de base. É incrível.”

Além dos pupilos de Lampard, outros nomes chamam atenção na lista de Southgate, seja pela idade ou pelo futebol apresentado dentro de campo: Trent Alexander-Arnold (20), James Maddison (22) e Jadon Sancho (19). Os “veteranos" são poucos, mas ainda dão um toque de experiência e referência para a equipe, como Harry Kane (26), Raheem Sterling (24), Danny Rose (29), Fabian Delph (29) e Jordan Henderson (29).

A Inglaterra é a primeira colocada do Grupo A, com 100% de aproveitamento, ou seja, quatro vitórias em quatro jogos, o que a deixa praticamente com um pé na Euro de 2020, já que as duas primeiras de cada grupo garantem vaga. A outra deve ser disputada até o final por República Tcheca e Kosovo, segundo e terceiro, respectivamente, deixando Montenegro e Bulgária para trás.

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