Indústria musical lucra ao mirar na nostalgia do público

Sandy & Júnior movimentaram o Brasil na tour comemorativa (Foto: Reprodução/Instagram@sandyoficial)

Um fato: o lado emocional é um grande consumidor de ingressos de shows. Há tempos se percebe isso quando se nota a quantidade de bandas cover ou tributos internacionais que veem ao país e lotam, ou ao menos levam bom público, às casas de espetáculos. São bandas com um ou dois integrantes, nem sempre os originais, e muitas vezes meros coadjuvantes na trajetória do grupo. Ou simplesmente covers visuais dos homenageados, ainda que com bom trabalho de reprodução de arranjos dos clássicos do repertório.

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E vendem. Há quem saia chorando de um show desses, há quem não se importe em ter pago valor similar ao que pagaria se fosse a banda de verdade. O certo é que já há algum tempo virou uma febre e um bom negócio para quem investe nesse tipo de shows.

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Somente em 2020 já estão certas as vindas de quatro projetos nessa linha. A série de visitas começa em março com Martin Barre e Barriemore Barlow, respectivamente ex-guitarrista e ex-baterista do Jethro Tull, que fazem em São Paulo (5/3, no Espaço das Américas) e no Rio (8/3, no Vivo Rio) homenagem ao grupo. O curioso é que o próprio Jethro Tull vem ao Brasil apenas três meses depois, para turnê.

Também em março, retorna ao Brasil o Dire Straits Legacy, octeto comandado pelo tecladista original do Dire Straits, Alan Clark, e que inclui mais dois músicos que tocaram na banda em fases diferentes: o saxofonista Mel Collins e o guitarrista Phil Palmer. Veio, fez sucesso e volta, para quem aceita ver a banda sem Mark Knopfler, seu criador e mente por trás das canções.

Desta vez o DSL toca em três cidades: São Paulo, dia 18 de março, no UnimedHall; Rio de Janeiro, 20 de março, no Km de Vantagens Hall; e Belo Horizonte, 29 de março, no Km de Vantagens Hall.

Ainda que o Abba tenha dado muitas alegrias a quem viveu nos anos 1970 e 1980, ou mesmo a quem conheceu o grupo depois, não adianta esperar uma volta do grupo à ativa, mas não faltam bandas cover, que montam espetáculos em formato de musicais e homenageiam o quarteto pop sueco. Abba The Show é um desses tributos e acontece em abril, em três cidades: Rio de Janeiro, dia 10/4, no Km de Vantagens Hall; Belo Horizonte, 11/4, no Km de Vantagens Hall; e São Paulo, 12/4, no UnimedHall.

A promessa é que o repertório terá todos os sucessos do Abba, como “Dancing Queen”, “Mamma Mia” e “Knowing Me Knowing You”.

Em junho, o homenageado é o Genesis, outro ícone dos anos 1970 e 1980, este com The Musical Box, projeto que reproduz shows marcantes do grupo, mas da fase inicial, tida pela crítica como a mais significativa para o rock progressivo, gênero do qual a banda britânica foi uma das principais representantes. Nesta visita, o Box leva ao palco o Black Show, de 1974. 

Fãs de São Paulo (dia 25/6, no Espaço das Américas), Rio de Janeiro (26/6, no Vivo Rio), Belo Horizonte (27/6, no Palácio das Artes) e Porto Alegre (28/6, no Salão de Atos da PUC) verão essa homenagem à banda em que os cantores Peter Gabriel e Phil Collins se consagraram, este último, no início, como baterista.

O certo é que, em qualquer um desses shows, não faltarão pessoas com os corações batendo mais forte e/ou lacrimejando frente às recordações que cada música lhes proporcionou. Ainda que não seja com os donos dessas canções.