'Império' além de ser muito ruim está lotada de desserviços

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'Império; além de ser muito ruim está lotada de desserviços. Foto: Divulgação
'Império; além de ser muito ruim está lotada de desserviços. Foto: Divulgação

Guilherme Machado (@machadosincero)

Existem muitos motivos para se lamentar a reprise de 'Império'; , atualmente no ar no horário das 21h. A novela definitivamente não é uma das obras mais inspiradas de Aguinaldo Silva, cheia de núcleos preguiçosos e personagens chatos. Mas, talvez pior do que isso, o folhetim está repleto de situações altamente problemáticas, que reforçam estereótipos e prestam verdadeiros desserviços para a sociedade.

Aqui listamos alguns destes pontos altamente questionáveis da atual reprise do horário nobre:

Sexualização de Marina Ruy Barbosa

Marina Ruy Barbosa e Alexandre Nero em cena da novela 'Império'. Foto: Reprodução/TV Globo
Marina Ruy Barbosa e Alexandre Nero em cena da novela 'Império'. Foto: Reprodução/TV Globo

Em uma das tramas mais problemáticas de 'Império', está o relacionamento do comendador José Alfredo (Alexandre Nero) com Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), que ele chama de sua “Sweet child”.

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A personagem surge extremamente sexualizada e objetificada na novela, que por si só já gera questionamentos. E seu relacionamento com o personagem de Nero, muito mais velho do que ela – na época a atriz tinha 18 anos e ele 44 – só torna tudo pior e mais perturbador.

É um casal altamente problemático sobre diversos pontos e reforça uma série de conceitos machistas que já não tem mais espaço na TV de hoje. Na verdade, já não deveriam ter na época em que o folhetim foi exibido originalmente.

Estereótipos da homossexualidade

Paulo Betti em cena de 'Império', da Globo. Foto: Divulgação/TV Globo
Paulo Betti em cena de 'Império', da Globo. Foto: Divulgação/TV Globo

Téo Pereira fez choverem críticas a seu intérprete, Paulo Betti. No fim, a culpa maior é do personagem, extremamente mal construído e um poço de estereótipos sobre a comunidade LGBTQ+ e sobre o jornalismo de celebridades.

Altamente caricato, Téo era uma pessoa invejosa que fazia de tudo para tirar Cláudio Bolgari (José Mayer) do armário e não tinha medo de fazer o que fosse preciso por cliques, ou seja, prestava desserviços a diversos grupos ao mesmo tempo.

Chegou um momento em que ouvir a voz do personagem na trama tronou-se um martírio, o que só prejudicou o andamento da história e a representatividade de cidadãos LGBTQ+.

Não ajudou em nada a condução da narrativa do próprio Cláudio, que foi extremamente confusa e destacou ainda outros estereótipos.

Preconceito com a virgindade

Drica Moraes em cena de 'Império', da Globo. Foto: Divulgação/TV Globo
Drica Moraes em cena de 'Império', da Globo. Foto: Divulgação/TV Globo

Em determinado momento, se descobre que o motivo pelo qual Cora (Drica Moraes) comete tantas maldades, é porque ela é virgem, e obcecada pelo comendador José Alfredo. Portanto, ela é capaz de todas as atrocidades imagináveis para se deitar com ele.

Já não bastasse o tom machista evidente nisso, ainda existe uma estigmatização da virgindade, uma vez que na novela, ela leva a personagem a comentar as mais terríveis atitudes, sem nenhuma discussão aprofundada sobre o tema.

Assim como o resto do folhetim, o assunto é tratado com galhofa e com a profundidade de um pires.

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