'Impacta a todo mundo, não só a mim', diz Beth Szafir sobre crise econômica

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 12.02.2020 - A empresária Beth Szafir. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 12.02.2020 - A empresária Beth Szafir. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Beth Szafir está preocupada com os rumos do país. Ela diz que, mesmo privilegiada, sente os efeitos da crise econômica. "Impacta a todo mundo, não só a mim", revela à reportagen durante apresentação para jornalistas da segunda temporada do reality show Os Szafirs, do canal pago E!.

"Está existindo uma restrição de ganhos, uma restrição de gastos, um desemprego enorme, enfim", enumera. "Não é um momento fácil para o Brasil. Eu espero que melhore. Não só para o Brasil, como para o mundo."

Perguntada se acredita que pode haver uma mudança nesse cenário depois de outubro, após a eleição presidencial, ela não hesita. "Tomara, é o que todo mundo está torcendo, né, querido", diz. "Eu espero que o melhor aconteça, mas não tenho ideia."

O reality show vai mostrar os momentos tensos em que o filho Luciano Szafir, filho de Beth, foi internado com um caso grave de Covid. O ator, apresentador e empresário contraiu a doença três vezes, sendo que a segunda delas gerou uma internação de cerca de um mês com uma série de complicações.

Nesse período, ele precisou realizar uma colostomia após apresentar problemas no intestino. Recentemente, ele fez uma cirurgia para retirar a bolsa, com a qual ficou por cerca de um ano. Luciano inclusive não compareceu à apresentação do reality show para a imprensa porque continuava internado.

"Queria que tivesse sido comigo, não com ele", lamentou Beth no evento. "Mas, enfim, não é a gente que escolhe."

Mesmo com todo o perrengue vivido pela família, a socialite avalia que a gestão da pandemia no país foi feita dentro das possibilidades. "Eu acho que foi feita da melhor maneira possível", afirma. "A vacinação foi muito indicada. Acho que foi feito a coisa correta."

Ela lembra que atualmente os índices de contaminação pelo coronavírus voltaram a subir. "Acontece que de novo está voltando esse vírus não só ao Brasil como ao mundo", avisa. "Espero que passe logo."

A nova temporada foi gravada no auge pandemia, o que ocasionou uma série de mudanças. Os episódios explicitam como foram realizadas as gravações, seguindo diversos protocolos e, com a ajuda da tecnologia, por vezes de forma remota.

Beth diz que não gostou de ter que fazer a própria maquiagem para as gravações, mas também de outros percalços. "A primeira temporada foi de contato ao vivo com as pessoas", compara. "Essa foi mais à distância, então realmente eu senti diferença. Se Deus quiser, as próximas serão bem presenciais."

Apesar das restrições, ela conseguiu gravar as conversas do podcast Gerações, que acompanha cada episódio do reality show, tendo lançamento conjunto no YouYube, no Facebook e no site do canal. Nesta temporada, ela conversou com nomes como o filósofo e colunista da Folha Luiz Felipe Pondé, os empresários Facundo Guerra e Lilian Gonçalves, entre outros.

Um dos papos mais aguardados é com a também socialite Narcisa Tamborideguy. "Narcisa é muito real e muito engraçada", adianta Beth. "Bateu verdade com verdade. Eu adoro ela, acho ela gozadíssima, muito verdadeira e muito inteligente também."

A condução das entrevista ela diz que vai muito de sua curiosidade pessoal. "Não gosto muito de falar, gosto muito de ouvir", afirma. "Sou uma ótima ouvinte."

Apesar de contar que está se divertindo bastante, ela não tem planos de se tornar apresentadora. "No momento não estou pensando nisso", afirma.

"Não sou uma pessoa que foi preparada para fazer uma pergunta específica", garante. "O canal deixa as pessoas muito à vontade, como eu, de falar o que querem e responderem o que querem. A liberdade que esse programa me proporciona não sei mais onde eu vou ter."

Por isso, ela pretende continuar com o reality enquanto houver interesse do canal. Tal como as Kardashians, Beth quer pelo menos umas dez temporadas de Os Szafirs, embora as socialites americanas não sejam sua inspiração.

"Claro que eu tenho uma admiração profunda pelas Kardashians", admite. "Acho elas sensacionais, mas vou te dizer do fundo do coração: acho o trabalho delas magnífico, bato palmas, aplaudo de pé, mas não me inspiro porque procuro fazer o meu trabalho, da maneira como eu acho."

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