Hugh Jackman vive um futuro distópico em seu novo filme, 'Reminiscence'

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Após dominar os cinemas modernos dando vida ao super-herói Wolverine, Hugh Jackman abraçou a oportunidade de protagonizar "Reminiscence", uma produção de ficção científica que traz uma visão distópica de Miami em um futuro não muito distante.

O filme, que estreia nesta sexta-feira nos Estados Unidos, mostra uma cidade transformada pelo aumento do nível do mar que agora inunda as ruas. Com exceção dos mais ricos, todos vivem amontoados em corredores alagados e à mercê do crime. O único 'superpoder' em cena é uma tecnologia que permite revisitar dias melhores.

Em "Reminiscence", Jackman interpreta Nick Bannister, um cientista à frente de um destes laboratórios de memórias. Sua vida muda quando uma mulher misteriosa o visita pedindo ajuda para lembrar onde deixou as chaves.

"Não serei eu, que fiz nove filmes como Wolverine, a questionar as sequências", disse Jackman à AFP. "Mas penso, sim, que o público quer algo fresco e novo".

Escrito e dirigido por Lisa Joy, que juntamente com o marido, Jonathan Nolan, criou o também distópico "Westworld", "Reminiscence" - da Warner Bros - é inspirado livremente no mito grego de Orfeu e Eurídice.

"Foi um desafio e acho que não teria sido possível sem o apoio de Hugh", disse Joy. "Pela primeira vez dirijo um longa-metragem e o projeto original que queria filmar implicava inundar Miami".

Seu marido, Jonathan Nolan, produtor do filme, tinha explorado o lado obscuro das nossas memórias quando escreveu o thriller "Memento", dirigido na década de 2000 por seu irmão, Christopher.

Foi na mesma época que Jackman estreou como Wolverine em "X-Men", um filme ao qual se atribui o início da era dos super-heróis em Hollywood, que também abriu o caminho para produções populares da Marvel como "Vingadores: Ultimato", que dominou as bilheterias.

Os nove filmes de "X-Men" renderam mais de 4 bilhões de dólares no mundo, inclusive as três produções de Wolverine.

- Uma mistura de Wolverine e Bogart -

Bannister está longe de Wolverine, mas as comparações são inevitáveis.

Joy descreveu seu personagem principal como um "detetive particular da mente, algo como o ponto em que Wolverine encontra Humphrey Bogart".

"Provavelmente um pouco mais habilidoso com os punhos do que Bogart jamais foi", brinca Jackman, antes de reconhecer que Nick Bannister tem algo do seu icônico mutante.

Um veterano de guerra que sofre de estresse pós-traumático, o personagem interpretado por Jackman se vê repentinamente envolvido em uma nebulosa rede de traficantes de drogas e "senhores de terras" que cobiçam os poucos hectares secos e elevados ainda disponíveis, dos quais querem se apropriar.

"Como Wolverine, ele tem um exterior duro e, como Wolverine, isso é produto da dor", disse Jackman. "Quanto mais forte o exterior, mais destruído por dentro".

A mistura de ficção científica, ação e romance chamou a atenção do ator australiano de 52 anos. Versátil, além dos filmes campeões de bilheteria, Jackman ganhou um prêmio Tony e é conhecido por sua atuação em musicais como "O Rei do Show" e "Os Miseráveis".

"Para mim, tudo é novo, inclusive quando fazia Wolverine, sentia como algo novo e emocionante. Sempre senti que havia mais para tirar deste personagem", comentou Jackman, para quem seu novo projeto "se sente como algo muito original, muito emocionante".

amz/pr/lm/mvv

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