Homens são mais propensos a exagerar a quantidade de parceiras sexuais, diz estudo

Divulgação/Paramount Pictures

Chega um momento em todo relacionamento em que o casal decide perguntar um ao outro com quantas pessoas eles já fizeram sexo. A média é sempre meio parecida e os homens saem na frente na quantidade de parceiras que as mulheres. Mas de acordo com um estudo recente, essa vantagem pode ser puro exagero do time masculino.

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Pesquisadores da Universidade de Glasgow descobriram que os homens tendem a exagerar o número de relações que tiveram para impressionar. O estudo queria explorar a diferença de número de parceiros entre homens e mulheres e fizeram uma pesquisa envolvendo 15.162 britânicos.

Os dados foram recolhidos em setembro de 2010 pela Pesquisa Nacional Sobre Atitudes Sexuais e Estilos de Vida e o resultado aponta que homens tinham em média 14 parceiras e as mulheres, sete. O estudo chegou a conclusão de que haviam três razões que fazem os homens tenham o dobro de sexo.

A primeira é que eles têm uma tendência maior em relatar “valores extremos”, o que significa que eles preferem chutar números acima em vez de responder uma quantidade exata. Isso ficou evidente nas respostas coletadas, já que quando perguntados sobre o número de parceiras, os homens em geral arredondaram a quantidade para uma média maior por não se lembrarem do número exato.

A segunda é que as mulheres demonstram preferência em contar o número exato de parceiros que já tiveram, o que fez suas respostas mais precisas para a pesquisa por conta da certeza feminina. A última é que homens e mulheres têm definições diferentes sobre o que é sexo casual.

É menos provável que o público feminino relate uma noite de sexo casual como “não errado”, o que as leva a omitirem alguns dos homens que já transaram na hora de responder a pesquisa.

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Liderada por Kirstin Mitchell, a equipe de pesquisa ressalta a importância em saber o número de parceiros sexuais por uma questão de saúde. “O relato preciso de parceiros sexuais é crucial para uma ampla gama de pesquisas sobre sexualidade, incluindo a medição de tendências no comportamento sexual, que avalia o risco individual de infecções sexualmente transmissíveis”.