Hiperidrose: entenda o problema que causa excesso de suor

(Foto: Getty Images)


Por Natália Leão (@natileao_)

Quando você está na academia, debaixo de um sol muito quente, ou até mesmo quando fica muito nervosa, é comum suar. Isso é normal e saudável, é assim que nosso organismo trabalha para regular nossa temperatura. Mas quando o suor é exagerado e aparece em outras situações, pode ser que a pessoa tenha hiperidrose, um quadro que atinge 2% da população mundial e se caracteriza pelo suor excessivo, em áreas concentradas e mesmo em repouso.

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“Isso ocorre quando as glândulas sudoríparas são hiperfuncionantes, ou seja, trabalham além do necessário”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff. A hiperidrose não causa nenhum mal à saúde, mas pode causar constrangimentos sociais, afinal, o suor ainda é visto por muitos como sinal de falta de higiene.

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O suor em detalhes

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Todas as pessoas possuem dois tipos de glândulas responsáveis pela produção de suor, as glândulas sudoríparas écrinas e as apócrinas. A primeira está espalhada por toda a pele e é responsável por manter a temperatura do nosso corpo em torno de 36,5. Ela é produz o suor composto por água e sais minerais, que é expelido pelos poros. Esse suor não tem cheiro.

Já aquele outro tipo de suor fedido é produzido pelas glândulas apócrinas, que estão localizados em pontos específicos como axilas, mamilos, região genital, couro cabeludo e planta dos pés. O suor produzido por essas glândulas possui também restos celulares e quando estão em contato com fungos e bactérias (microorganismos) ocorre uma ação química que causa o cheiro ruim.

O que causa a hiperidrose

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O suor em excesso pode ter causa genética, pode ser desencadeado por doenças como tireoide, câncer e obesidade, por estresse ou ansiedade. De acordo com a especialista, os principais locais do corpo afetados pela condição são as mãos, couro cabeludo e axilas, regiões aparentes ou de grande contato com outras pessoas, por isso, juntamente com os pés, são as principais queixas das pessoas que procuram o médico.

Como se livrar do problema

A boa notícia é que existem uma série de tratamentos que ajudam a diminuir a produção excessiva de suor causada pela hiperidrose. Porém, estes tratamentos variam de acordo com o local e a intensidade da doença, sendo assim importante que você consulte um dermatologista para que a melhor intervenção para o seu caso seja indicada. “Para casos leves, por exemplo, a utilização de antitranspirantes à base de cloreto de alumínio pode ser suficiente. O uso de roupas de algodão é outra recomendação nestes casos, visto que o tecido permite que a pele respire adequadamente.”

Em casos mais graves, você pode contar com a aplicação de toxina botulínica, aquele mesmo bottox usado para atenuar rugas. Ele bloqueia perifericamente a secreção das glândulas sudoríparas na região em que é aplicada. “Essa aplicação pode ser realizada em áreas onde a concentração de suor é muito grande, como a testa, o couro cabeludo, as axilas, mãos e pés. Sua duração varia de oito a dez meses”, destaca a Paola. A taxa de melhora é de aproximadamente 60% dos pacientes.

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