Higienização das mãos reduz em até 60% a contaminação e transmissão de doenças

Foto: Getty Images

Por Cristiane Bomfim, da Agência Einstein

Em 2009, o surto vírus H1N1 fez o álcool gel praticamente desaparecer das prateleiras dos mercados e farmácias de todo país. Naquele ano, a higienização das mãos virou ordem do dia no combate à proliferação da doença. Embora pareça óbvio, manter as mãos limpas é um cuidado básico de saúde que frequentemente é deixado de lado no dia a dia e que precisa de campanhas constantes de alerta da população. “Higienizar as mãos não previne apenas a gripe, reduz chances de uma série de doenças causadas por vírus, bactérias, parasitas e protozoários”, explica Priscila Gonçalves, enfermeira epidemiologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Israelita Albert Einstein.

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A higiene das mãos de forma correta e constante pode reduzir em até 60% a contaminação e transmissão de doenças respiratórias, virais e diarreicas, segundo estudo publicado no America Journal of Infection Control, um dos periódicos mais conceituados na área de controle de infecção. Por isso, para relembrar a população sobre a importância de manter as mãos limpas, em 2008 uma iniciativa público-privada criou em 15 de outubro de 2008 o Dia Mundial de Lavagem das Mãos (Global Hand Washing Day). No Brasil, a relevância da higienização das mãos é lembrada em 5 de maio, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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A redução destas doenças depende principalmente da educação. “É reforçar nas escolas, nas creches, nos estabelecimentos comerciais que a mão é um veículo de transmissão de doenças. Se você não é educado sobre a importância da higiene das mãos, você não vai praticar a ação e não vai cobrar que lugares como restaurantes e lanchonetes tenham à disposição sabonete ou álcool gel para os clientes”, diz Priscila Gonçalves.

Água e sabonete ou álcool gel?

Usar o álcool gel para a higiene das mãos é tão eficiente quanto lavar com água e sabão. Para a limpeza de sujeiras visíveis é preciso usar água e sabão para fazer a fricção e retirada dos resíduos que ficam na pele. Para as outras situações o uso do álcool gel é recomendado. Ele substitui a água e sabonete e ainda é mais eficaz na ausência da sujidade.

Lavar as mãos não tem que ser uma “neurose”, explica a enfermeira epidemiologista do Einstein. É pensar nas situações de risco e criar o hábito. “Não é preciso higienizar as mãos todo momento, mas sim na hora certa”, afirma Priscila Gonçalves.

  • Antes de comer ou de manipular alimentos

  • Após ir ao banheiro

  • Antes de ter contato com olhos, nariz e boca

  • Após tossir, espirrar ou assoar o nariz

Como higienizar as mãos: preencher toda a superfície das mãos – isso inclui a região entre os dedos e o dorso – com sabonete ou álcool gel. A fricção com álcool gel deve ser de 20 a 30 segundos. Para água e sabão, todo o processo – que inclui enxaguar e secar dura o dobro do tempo.

(fonte: Agência Einstein)