Recém-nascido quase morre de herpes por causa de beijo; entenda o perigo

Noah Tindle contraiu herpes após ser beijado em batizado (Foto: Reprodução/Caters News Agency)

A história do bebê Noah, do Reino Unido, preocupou pais e mães do mundo inteiro após a mãe relatar o drama que a família enfrentou quando o pequeno pegou herpes quando tinha apenas quatro semanas de vida.

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Ashleigh White contou em entrevista ao Daily Mail que notou que o olho do recém-nascido estava ficando inchado, com bolhas e lacrimejando. Ela levou Noah para o hospital e ele foi diagnosticado com o tipo 1 da doença viral que não tem cura.

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A mãe acredita que ele contraiu herpes em uma festa de batizado que aconteceu cinco dias antes das lesões aparecerem no rosto do bebê. Na ocasião, Noah foi paparicado e os beijinhos que ganhou de pessoas queridas poderiam ter causado a sua morte.

Isso porque a herpes tipo 1 não é brincadeira: se o vírus entra na corrente sanguínea, pode afetar o cérebro e o quadro pode evoluir para uma meningite ou encefalite. Os médicos descobriram a tempo que o vírus ainda estava alojado nas pálpebras do garotinho, mas ele precisou ficar internado por dois meses e meio.

A infectologista Raquel Muarrek explica que a doença é transmitida por contato, principalmente pela saliva, compartilhamento de utensílios como copos e talheres e sexo oral. Noah ainda pode ter colocado a mão no lugar onde outra pessoa estava com o vírus alojado e, em seguida, na boca ou coçado os olhos.

“Qualquer pessoa pode contrair, mas como o recém-nascido ainda está com a imunidade em formação, a gravidade da doença é maior”, explica a especialista. A herpes tipo 1 se manifesta em lesões vesiculares no rosto (geralmente nos lábios ou nos olhos) e febre no primeiro episódio de infecção. A grande questão é que as feridas podem surgir dias, meses ou anos depois. Deve-se procurar um médico assim que a primeira lesão surgir na pele.

Noah Tindle aos 9 meses de idade (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Como a infecção é assintomática, uma pessoa pode não saber que tem herpes e contaminar um bebê, por exemplo, dando beijos, falando perto do rosto ou até segurando ele. Isso acontece porque o vírus se aloja no corpo, mas o organismo o mantém sob controle.

De acordo com Raquel Mouarrek, a doença passa assim que o corpo se recupera e pode voltar a se manifestar em quem contraiu o vírus dependendo da imunidade da pessoa. 45% dos contaminados tem herpes duas vezes ao ano.

É importante evitar o contato de crianças e pessoas com imunidade baixa com quem tem ou já teve herpes. Recomenda-se sempre lavar as mãos em ambientes com aglomerações e o uso de máscara se necessário.

A mãe de Noah conta que o pequeno, hoje com nove meses, terá que tomar remédios antivirais até 2020. “Tive sorte que ele foi diagnosticado a tempo e ainda ter o meu menininho comigo”, finaliza a Ashleigh White.