Harry, Meghan e Elizabeth II em cinco fatos para você entender a polêmica

Rainha Elizabeth ll e os duques de Sussex Meghan Markle e o príncipe Harry (Foto: Anwar Hussein/WireImage)

As estruturas do palácio de Buckingham foram abaladas nesta semana com o anúncio dos duques de Sussex, príncipe Harry e Meghan Markle. Eles disseram que irão renunciar alguns dos privilégios da realeza para serem financeiramente independentes.

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Desde então várias fontes foram ouvidas e até a rainha Elizabeth II precisou se pronunciar sobre a decisão, o que não é uma prática (a rainha não precisa explicar as coisas, ela ordena e cumprem). Para te ajudar a entender toda essa situação listamos cinco fatos importantes, veja:

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1 – Comunicado e precedentes

Harry e Meghan publicaram um comunicado nas redes sociais do seu ducado para dizer que estão abdicando de serem ‘membros sênior’ da Coroa. O mundo ficou surpreso com a notícia porque desde 1938 isso não acontecia. À época o rei Eduardo VIII teve que abdicar do trono para se casar com Wallis Warfield Simpson, uma mulher americana que já havia se divorciado duas vezes. Membros da realeza não podem se casar com pessoas divorciadas. George VI, irmão de Eduardo, assumiu o trono. Ele era pai de Elizabeth II.

2 – Pressa ou golpe de marketing?

No mesmo dia da divulgação o palácio de Buckingham, residência da rainha, emitiu um comunicado afirmando que diz: “Nós entendemos o desejo deles para que seja conduzido de outra maneira, mas esses assuntos são complicados e tomarão tempo para serem resolvidos”. Fontes próximas à Elizabeth II disseram ao ‘The Sun’, à ‘People’ e à ‘CNN’ que ela sabia sobre o desejo do casal, mas não sobre o comunicado e ficou espantada quando viu sobre o assunto na televisão. Ou seja, a saída do casal do círculo mais próximo da rainha poderia nunca acontecer caso eles não tivessem usado a pressão pública para apressar o processo. Todos os veículos do mundo repercutiram a notícia. Veículos dão conta que rainha não irá prolongar essa situação, mas caso queria ela pode nunca autorizar esse distanciamento.

3 – Independência financeira e liberdade de escolha

Caso o pedido dos duques seja acatado pela rainha, significa que eles não terão mais acesso aos recursos financeiros que ela disponibiliza para o casal e seu filho, cerca de R$ 10 milhões por ano. Em troca os Sussex não terão mais a obrigação representar Elizabeth II em viagens oficiais ou eventos apoiados por ela. Mas Harry e Meghan não querem se distanciar totalmente da realeza. Por isso eles irão manter o apoio à Majestade, o título de nobreza, o ducado, o escritório e a casa que vivem, que foi recém reformada. Ou seja, serão ‘livres’ para trabalhar, usar a imagem deles como preferirem, e ganhar o quanto quiserem já que todas as empresas do mundo gostariam de trabalhar com o príncipe da monarquia mais relevante do mundo. Informações dão conta que o casal já possui uma fortuna acumulada nos últimos seis meses estimada em R$ 180 milhões só em produtos licenciados. Voltando à 1938, o pai de Elizabeth teve grandes problemas com as ações do irmão, o rei que abdicou para casar. Ele chegou a posar com Hitler.

4 – O que muda?

Para Harry e Meghan, muita coisa será diferente. Eles não serão mais subordinados à rainha Elizabeth II ou ao príncipe Charles ou William, dependendo de quem assumir o trono. Não terão mais que cumprir as regras da realeza e poderão faturar bilhões. Além deles, Archie, o herdeiro, também fica isento das regras. O casal já anunciou que a partir de março não estará em eventos oficiais e usará o próprio escritório para se comunicar com a imprensa, não mais a mídia oficial da realeza. Eles também irão se dividir entre a Inglaterra e América do Norte durante o ano.
Para Elizabeth II são menos dois membros para a representar e eventos e mais dois membros para ligar problemas à monarquia. Eles podem não estar no círculo íntimo, mas ainda podem gerar crises para a rainha ter que abafar.

5- Repercussão

Muito se falou sobre o que isso significa para a monarquia moderna e algumas interpretações são equivocadas, como a escolha de trabalhar e culpar a mulher pela decisão.
Minutos depois da divulgação a hashtag #Megxit foi criada no Twitter para falar sobre o assunto. Além de sexista, como se essa fosse uma decisão apenas de Meghan, ela é errada. Vale lembrar que Meghan abriu mão da vida pública para se casar, ela escolheu entrar para a realeza e eles estão escolhendo sair. Já Harry sempre foi o príncipe problema: contou que bebia e fumava aos 17 anos; já se fantasiou de nazista com direito a usar suástica; foi xenofóbico durante o tempo que passou na guerra e foi fotografado pelado em um quarto de hotel em Las Vegas.
Os duques já trabalham para a realeza. Todos os eventos que eles aparecem são representando a rainha e isso é trabalho a diferença é que agora eles podem precificar o valor do título. Sem contar que a escolha de trabalhar para serem independentes é um grande privilégio já que vão contar com a segurança da coroa a todo o tempo e por conta do título nunca ficarão desassistidos.